
Ecologia
profunda
Adaptado
de Fritjof Capra
Os
anos 90 representam a década do meio ambiente, não
por decisão nossa, mas porque os acontecimentos quase fogem
ao nosso controle. A ecologia profunda vê os seres humanos
como
apenas um fio na teia da vida. Reconhece que estamos todos
ligados à natureza e somos dependentes dela. Cada organismo — da
diminuta bactéria, passando pela vasta gama de plantas
e animais, até chegar aos seres humanos — é um
todo integrado e, portanto, um sistema vivo.
Uma ética
ecológica profunda faz-se urgente hoje, especialmente na
ciência, já que a maior parte daquilo que os cientistas
estão fazendo não preserva a natureza, mas a destrói:
Físicos
criam armas que ameaçam varrer a vida do planeta;
químicos
contaminam o meio ambiente;
biólogos criam novos e desconhecidos microrganismos
sem
medir as conseqüências;
cientistas torturam animais
em nome do progresso científico.
Com
todas essas atividades em marcha, é claro como a luz do
dia que introduzir padrões éticos na ciência
moderna é mais do que urgente. Precisamos estar dispostos
a questionar tudo e abandonar a busca cega de crescimento irrestrito.
Uma sociedade sustentável é aquela que não
reduz as oportunidades das futuras gerações.
A
terra é nosso lar comum e criar um mundo sustentável
para nossos filhos e para as futuras gerações
é tarefa de todos nós
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