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O MST e a agroecologia

Campanhas de conscientização e agroecologia são alternativas
ao modelo agrícola promovido pelo latifúndio.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) faz um trabalho interessante para fomentar e difundir a agroecologia no Brasil. Por meio de campanhas de conscientização e publicações de cartilhas, o movimento incentiva os pequenos agricultores rurais dos assentamentos e acampamentos de todo o Brasil a utilizarem a agroecologia como alternativa de produção ao modelo agrícola promovido pelo latifúndio.

Segundo as cartilhas “Receitas para a Agricultura Alternativa” e “A Agroecologia como Alternativa”, publicadas pela Associação Nacional de Cooperação Agrícola (ANCA), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o que a agroecologia pretende é “a libertação da dependência dos agricultores familiares das mãos das transnacionais produtoras de venenos e de adubos químicos prontamente solúveis”. Esta cartilha divulga receitas de técnicas e práticas de uma agricultura mais equilibrada, menos impactante ao meio ambiente e à economia dos pequenos produtores familiares que fazem parte do movimento.

capas de cartilhasOutro exemplo de incentivo ao desenvolvimento de tecnologias ecologicamente sustentáveis é a campanha internacional lançada pela Via Campesina no III Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre em 2004, intitulada: “Sementes: Patrimônio da Humanidade”.

Esta campanha tem como objetivo garantir o direito a todos os agricultores familiares a produzirem suas próprias sementes, de forma individual ou na sua comunidade, como é feito na Cooperativa Regional dos Agricultores Assentados (COOPERAL) no estado do Rio Grande do Sul, além, é claro, de denunciar as empresas multinacionais que querem controlar a produção de sementes no mundo e pressionar para que a FAO e a UNESCO declarem as sementes como Patrimônio Cultural de toda a Humanidade.

O resultado destas campanhas podemos perceber em estudos feitos pelo agrônomo Moacir Ribeiro Darolt, autor do livro “Agricultura Orgânica Inventando o Futuro”, que diz que o “Brasil apresenta um número crescente de produtores orgânicos divididos basicamente em dois grupos: pequenos produtores familiares ligados a associações e grupos de movimentos sociais, que representam 90% do total de produtores, e grandes produtores empresarias (10%) ligados a empresas privadas” esses números mostram como hoje os pequenos agricultores familiares estão realmente inclinados a trabalharem com o cultivo ecologicamente sustentável, como é o caso da agroecologia.
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Fonte: contribuição do jornalista Francisco Rojas

Veja também
www.mst.org.br
(MST)
www.waronwant.org
(War on Want)

 
 
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