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Nossa alimentação
Existem
diversas escolas de alimentação. Algumas se preocupam principalmente com a quantidade de nutrientes. Fazem minuciosa análise
química e dividem os nutrientes em proteínas, carboidratos, gorduras,
vitaminas, sais minerais, etc.
As escolas de alimentação mais recentes se preocupam principalmente com a qualidade, isto é, o valor biológico dos alimentos que usamos
nas refeições. Ela não se preocupa com proteínas, carboidratos e calorias,
mas classifica os alimentos pela sua vitalidade.
O DATA-SHOW
que estamos apresentando está baseado no ensinamento de médicos e
nutrólogos que — em pesquisas e no atendimento aos doentes — comprovaram a
importância deste valor biológico para a nossa saúde.
Enquanto em regiões pobres se fala de fome e desnutrição, poucos sabem que
a alimentação industrializada, sem valor biológico, está provocando doenças
crônicas gravíssimas, muito mais difíceis de solucionar do que os problemas
relacionados com a desnutrição. Na realidade, a comida simples, caseira, de
lugares subdesenvolvidos, é muito mais nutritiva e sadia do que todos os
alimentos produzidos pela indústria.
Infelizmente,
essas informações não são muito divulgadas. A alimentação saudável
contraria muitos hábitos alimentares arraigados. A dona de casa não está
disposta a abrir mão da comodidade dos alimentos prontos e do forno de
microondas, fornecidos pela indústria alimentícia.
Sugerimos
que também consulte as seguintes publicações:
- "Você sabe se alimentar?",
"Vem, vamos
comer" e "Um
assassinato perfeitamente legal — nossa alimentação",
disponíveis na PAULUS Editora.
- O livrinho
sobre alimentação do Dr. Bruker e a tabela VALOR BIOLÓGICO DOS
ALIMENTOS, disponíveis na TAPS.

(clique na tabela para
ampliá-la)
Explicação
da tabela
A nova
escola de alimentação não se preocupa com proteínas, carboidratos e
calorias dos alimentos. Ela classifica os alimentos pelo seu valor
biológico, pela sua vitalidade.
A tabela mostra como o valor biológico dos alimentos diminui, da coluna 1
para a coluna 6, pela manipulação e industrialização. As colunas foram
divididas em alimentos do reino vegetal, do reino animal e bebidas.
A classificação mostra um esquema simplificado da tabela de Kollath,
cientista alemão que dedicou sua vida à pesquisa sobre alimentação.
Coluna 1
Contém alimentos naturais que conservam o seu valor total. As sementes
constituem a maior concentração de elementos vitais. Não colocamos carne
nesta coluna porque não costuma ser consumida crua.
Os alimentos que constam desta coluna podem ser extremamente prejudicados
pelo uso de agrotóxicos na lavoura. Também são prejudicados ovos e leite,
pela criação de animais com ração industrializada, hormônios e
antibióticos.
Coluna
2
A alteração dos alimentos desta coluna é apenas mecânica: moer, comprimir,
descascar, triturar, ralar, espremer, bater, etc. Nenhuma parte permanece
com o mesmo valor do alimento integral.
As sobras deste trabalho mecânico (p.ex. bagaços) costumam ser desprezadas
e dadas para os animais. Muitas vezes, a parte desprezada tem maior valor
do que aquilo que é consumido pelo homem.
Coluna
3
Os alimentos desta coluna foram alterados pela fermentação natural, que
leva à perda de algumas vitaminas. A fermentação pode produzir novos
alimentos no reino vegetal e também a partir do leite. Porém, os demais
alimentos do reino animal apodrecem pela fermentação.
As colunas 1, 2 e
3 compreendem alimentos que
— quando isentos de
agrotóxicos e manipulados corretamente — podem ser considerados
naturais.
Eles contêm todos os
elementos vitais, incluindo
as essências
aromáticas, as enzimas e aquelas vitaminas
que, a partir desta
coluna, são destruídas pelo calor.
Coluna 4
A partir desta coluna, os alimentos só têm valor parcial. Temos, como
exemplo, o pão integral, que é prejudicado pelo calor. Entretanto, como a
vitamina B só é destruída a 160ºC, o pão continua uma fonte importante para
a alimentação saudável. Para compensar a perda de elementos vitais
pelo calor, precisamos comer também, diariamente, alimentos das primeiras
três colunas.
Cozinhar produz as seguintes alterações nos alimentos:
- Destrói
todas as essências aromáticas e as enzimas;
- Destrói
uma série de vitaminas (p.ex. ácido fólico, vitamina C);
- Altera as
proteínas;
- Altera as
células.
A
carne de boi e de frango não é apenas prejudicada pelo calor, mas também
por hormônios e outros medicamentos dados para os animais.
Coluna
5
Os alimentos desta coluna perderam ainda mais do seu valor, devido aos
processos usados para permitir a conservação. Os alimentos que foram
refinados, pulverizados, condensados, tratados quimicamente ou por
irradiação, perderam tanto do seu valor biológico que podem ser
considerados “mortos”. Hoje, existem muitos produtos em pacotes, em vidros
ou em latas, que indevidamente levam o nome de “natural”.
Coluna
6
Os produtos desta coluna não têm nada a ver com o alimento original. Foram
extraídos, isolados a partir de algum alimento ou formam substâncias
totalmente artificiais. Incluem os aditivos químicos (conservantes,
aromatizantes, corantes, etc.), as vitaminas artificiais e as gorduras
artificiais (quase todas as margarinas).
Todos estes produtos, além de não terem nenhum valor biológico para o nosso
organismo, em muitos casos são altamente prejudiciais.
Muitos corantes, que a indústria utiliza em quantidade controlada, são
usados, à vontade, pelas mães para enfeitar bolos e doces. Entretanto,
corantes são verdadeiros venenos, quando consumidos em excesso.
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Atenção:
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A pessoa que quer manter a saúde precisa se alimentar
com, pelo menos, 1/3 (um terço) dos alimentos das
colunas 1, 2 e 3, cheios de vida, e pode incluir 2/3
(dois terços) da coluna 4. Precisa evitar os alimentos das colunas 5 e 6.
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Quem consome
alimentos naturais e integrais
não precisa se
preocupar com calorias, gorduras,
proteínas e
carboidratos.
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