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Depoimentos a respeito do
farelo apresentados pela Dra. Clara Brandão
Dei um
curso em Fortaleza e, neste curso, participou uma pediatra. Um mês depois,
ela me telefonou. Seu filho tinha 3 anos e há um ano não ganhava peso.
Estava sempre com alguma infecção. Ela me perguntou se valia a pena usar o
farelo. Achei que deveria tentar. Ela ligou novamente após um mês: "Foi uma maravilha! Acabaram a
diarréia e as infecções — até a infecção urinária, que ele tinha direto.
Ele só vivia tomando injeção; acabou tudo! O menino está ganhando peso. E o
mais espantoso, ele estava cheio de "pano branco" (pitiríase) —
eu já tinha trocado 3 vezes de dermatologista — e agora está acabado."

No
curso que dei em Piracicaba, SP, uma senhora contou o caso de seu filho de
14 anos. Ele tem bronquite asmática, praticamente desde que nasceu, é muito
pequeno e vivia tomando remédios. Na época de inverno, tinha crise direto.
Não podia suspender os remédios e, mesmo assim, ainda tinha crises.
Contaram para ela a história do farelo e ele começou a usar. Desde essa
época, o menino não teve mais nenhuma crise — não precisou usar um único
medicamento! O farelo foi a única coisa que ela mudou na alimentação. Está
impressionadíssima.Um dia em que ela não estava em casa, chegou uma mãe com
a criança desnutrida. O garoto orientou a mãe para usar o farelo e deu um
pouco para ela. Dias mais tarde, essa mãe voltou para agradecer e, como não
tinha ninguém em casa, deixou um bilhete agradecendo ao menino pela
orientação que tinha dado sobre o soro caseiro e o farelo.

É
muito comum verificar que as doenças respiratórias caem acentuadamente. O
padre Antônio, de Presidente Prudente/SP, conta: "Estou usando o farelo no
seminário. É impressionante! Está sobrando comida e, o mais interessante,
os meninos não gripam mais. Com o frio danado que está aqui, ninguém mais
gripou. A gente não está mais usando remédios e melhorou o aproveitamento
escolar de todos os seminaristas."

"Comecei a usar o farelo de arroz
apenas para ter conhecimento do produto, pois usava no Posto e precisava
ter confiança no que fazia. Aos poucos, fui descobrindo coisas novas e
passei a usar em maior quantidade. Gostei muito. Minhas crianças começaram
a pedir o tal mingau de Farinha Láctea (farelo). À medida que os meses
passavam, observei um controle maior nas despesas. As crianças já não
ficavam o dia todo pedindo pão, doces etc. As refeições básicas satisfaziam
e nutriam. Notei que a saúde das crianças melhorou — diminuíram os
resfriados, a diarréia acabou e eles dormem bem. Minha filha de 1 ano pegou
pneumonia e ficou 15 dias sem se alimentar direito. Depois de medicada, já
aceitando alimentos, passei a dar mingau de farelo de arroz. Em 8 dias
ficou completamente recuperada, ganhou peso e voltou a ter equilíbrio nas
pernas. Uso o farelo em tudo o que faço: arroz, feijão, macarrão e,
principalmente, mingau. Antigamente, gastava todo o meu salário com
alimentação; hoje , ainda sobra."

A
maioria das crianças carentes é mal alimentada e sofre as conseqüências da
desnutrição: anemia, cáries, bócio, verminoses, diarréia e baixo
aproveitamento na escola. Para tentar mudar essa realidade, 17 creches
orientadas pelo MAIS (Movimento de Ação e Integração Social), na Bahia,
atenderam 20 mil crianças usando a alimentação alternativa. Um bom exemplo
dos resultados deste novo tipo de alimentação é a menina Germini.
Ela chegou à creche pesando 3,9 kg, quando o normal para sua idade
seria 7 kg.
Depois de 4 meses, já saiu do 3º grau de desnutrição para o 2º e pesa 6,1 kg. Continua
melhorando.

No
Hospital de Sobradinho, em Brasília, as nutricionistas encontraram, na
alimentação alternativa, o tratamento para as crianças desnutridas
internadas lá. Na cozinha do hospital, todos os dias, uma parte da comida é
feita por este cardápio. Pelo jeito, a nova alimentação está dando bons
resultados. As próprias mães, que experimentaram a comida do hospital,
começaram a sentir a diferença:"O
meu leite estava secando; depois que comecei a me alimentar aqui, ele
voltou ao normal."
As nutricionistas do hospital também sentiram a diferença: "Há crianças que chegam em estado
de destruição gravíssimo; aqui elas aumentam o peso e, quando saem, já
estão bem melhores. Não tem comparação com a alimentação tradicional!"

"Por causa de erisipela e de uma
grande infecção, provocada por uma pedra atirada por um cortador de grama,
quase perdi minha perna. Parecia perna de elefante. Ficou muito manchada,
doía muito e queimava de febre. O médico receitou antibióticos, injeções e
um líquido para lavar. Fiz todo o tratamento, mas piorava cada vez mais e,
de repente, percebi que minha perna estava apodrecendo. Pedi orientação
para as irmãs, que estavam dando o curso de Alimentação Alternativa. Elas
suspenderam toda a minha alimentação. Fiquei um dia em jejum. Depois,
aos poucos, comecei a comer somente esta alimentação alternativa e tomar
muita água. Recuperei bem rápido. Em 3 dias, minha perna estava limpinha.
Toda podridão saiu e foi cicatrizando. Minha recuperação foi graças à
cozinha alternativa."

"Tive 5 filhos e nunca amamentei.
Depois que mudei a alimentação e passei a usar os farelos, estou
amamentando meu filho de 1 ano e 8 meses e tenho bastante leite."

"Estava com anemia, provocada
pela má alimentação de muitos anos. Utilizei a medicina tradicional — tomei
remédios e o médico receitou ovos, bife de fígado e bife de carne. Passaram
3 anos e não melhorei. A anemia continuou e, em seguida, peguei hepatite.
Também tinha muitos vermes. Um dia, por conta própria, parei de tomar todos
os remédios. Comecei a tomar muita água, para desintoxicar o organismo.
Deixei de tomar café e alimentos sólidos até o horário do almoço. Para não
voltar a intoxicação, mudei a alimentação. Adotei a alimentação
alternativa. Muito farelo, sementes e verduras cruas. Couve, dente de leão,
sementes de girassol, gergelim, abóbora. Com isso, recuperei minha saúde.
Não tenha medo de mudar para alimentação alternativa. Ela é segura e
eficaz!"

Uma
gestante queria fazer aborto por causa da pressão alta, pois o médico disse
que tanto a mãe quanto a criança corriam risco de vida. Quando entrou em
contato com o grupo da cozinha alternativa, foi orientada para mudar a sua
alimentação, usando os farelos, puros ou com a farinha de mandioca, durante
toda a gravidez. Teve um parto normal, a criança saudável, com 3,5 kg, e conseguiu
amamentar com bastante leite.

Uma
senhora teve 3 partos, com crianças abaixo do peso, e além de ter pressão
alta, nunca amamentou. Com o uso dos farelos e do pó de folha de mandioca,
seu quarto filho nasceu com mais de 3 kg e ela está amamentando.

Há
também um caso de uma jovem, que participava de um programa de formação de
mão-de-obra no ambulatório. Essa jovem viu como as crianças melhoravam,
utilizando aquele tipo de comida, e resolveu fazer o mesmo em casa: "Nós somos 5 que estudamos. Minha
mãe gastava tudo durante o ano para poder comprar nosso uniforme e nossos
livros. Mas este ano, ela comprou tudo de uma vez. E, como agora o dinheiro
está sobrando, ela já abriu uma caderneta de poupança para os três maiores."
Ela conta também como o irmão — de 13 anos e diabético — brigava todos os
dias com todo mundo, revirando a casa à procura de alimentos que os outros
escondiam porque ele não podia comer. Utilizando os farelos e as verduras,
ele teve condições de suspender a insulina, que tomava 2 vezes por dia.

Há ainda
aquela mãe que trouxe a filha e disse: "Olha, só vim agradecer. Não trouxe a criança."
Então eu perguntei se a criança estava boa e ela respondeu: "Está! Mas não foi por isso que
vim. Eu queria era agradecer, porque meu marido ganha muito pouco. Nós
somos 9 lá em casa e a gente só comia xibé (farinha de mandioca misturada
com água). Mas agora, com essas coisas que foram explicadas, nós estamos
comendo bem a semana inteira."
Essa mãe mora no pé da serra, a cerca de 7 km de Santarém. Ela veio
de madrugada buscar a ficha e retornou às 3 da tarde só para agradecer,
para mostrar a importância que isto teve na saúde da família, que passou a
comer todos os dias, apenas utilizando esses conhecimentos simples.
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