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Câncer

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O organismo humano

Câncer - antes e hoje

Uma jovem afirmou: "Levo uma vida muito saudável. Como hortaliças e frutas frescas. Entretanto, o meu organismo é um coquetel de produtos químicos. Ao engravidar vou transmitir o veneno ao filho no meu ventre." O que é pior: mesmo o pesticida altamente tóxico DDT, proibido desde os anos 70 porque provoca câncer, ainda estava presente no organismo dessa mulher.

Há décadas esses produtos tóxicos são produzidos, com resultados cada vez mais visíveis. O números de cânceres cresce constantemente e as alergias aumentam rapidamente, chegando a produzir síndromes antes desconhecidas, como MCS, a síndrome de sensibilidade múltipla a produtos químicos, e CFS ou ME, a síndrome de fadiga crônica. O toxicólogo e patologista famoso, Dr. Mohammed Ali Al-Bayati, também comprova que são tóxicos legais e ilegais, e não o HIV, que causam AIDS.

Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Leicester, Grã-Bretanha, encontraram em uma única célula, de pessoa com 30 anos de idade, 500 substâncias químicas artificiais. Todas foram desenvolvidas e aplicadas no século 20. Posteriormente foi descoberto que muitas dessas são substâncias tóxicas, mesmo em quantidades mínimas. Muitas hoje são proibidas — porém não desaparecem, mas sempre voltam ao ciclo da natureza.

Muitos países ainda não aderiram à proibição desses tóxicos, que assim continuam sendo disseminadas através do mundo pela água, pelo ar, pelas lavouras, pelos alimentos.

A CASA PERIGOSA

Sistemas de aquecimento

  • Aquecedores a querosene e gás engarrafado.
    Riscos: Monóxido de carbono, bióxido de nitrogênio, gás carbônico, gás sulfuroso.

 

  • Fogão, aquecedor e caldeira a gás.
    Riscos: CO, NO2, CO2, SO2. Vazamento da chama do piloto.

 

  • Fogão a lenha e lareira
    Riscos: CO, fumaça, benzopireno.

agressões contra a natureza

Eletricidade

  • Fiação e aparelhos elétricos (TV, vídeo, eletrodomésticos, ferramentas elétricas, secador de cabelos, copiadora, etc.).
    Riscos: Radiação eletromagnética de baixa dose, Ozônio.

 

  • Geladeira.
    Riscos: CFCs (clorofluorcarbonetos) emitidos pelo sistema de refrigeração.

 

  • Forno de microondas.
    Riscos: Irradiação por correntes de fuga. Alteração das proteínas.

 

  • Lâmpadas fluorescentes.
    Riscos: PCBs dos starters e radiação eletromagnética.

Água

  • Riscos: Chumbo e outros metais pesados do encanamento. Nitratos, outros poluentes e produtos químicos. Bactérias nos chuveiros.

Ar

  • Sistemas de ar condicionado e ventilação, umidificadores.
    Riscos: Microorganismos disseminados pelo ar, fungos, mofo. CFCs emitidos por alguns sistemas.

Materiais de construção

  • Gesso, cimento.
    Riscos: Formaldeído. Podem conter níveis elevados de radônio.

 

  • Amianto (asbesto) nos materiais usados para isolamento acústico e resistentes ao fogo (ao redor de canos e aquecedores).
    Telhas, piso, divisórias, caixas d'água e floreiras.
    Riscos: Fibras minerais minúsculas que se desprendem e podem provocar problemas pulmonares graves. como asbestose e câncer do pulmão.

 

  • Isolamento com espuma.
    Riscos: Formaldeído.

Madeira

  • Compensados usados em móveis, divisórias, pisos e paredes.
    Riscos: Vapores de formaldeído emitidos pelas resinas usadas para a junção, principalmente, quando o compensado é novo. O risco é maior em clima quente, úmido.

 

  • Tratamento da madeira com inseticidas e fungicidas
    Riscos: Lindano, pentaclorofenol ( PCPs ).

Tecidos e fibras sintéticas

  • Por exemplo : polipropileno e poliéster usado em carpetes, forros, tapeçaria, colchões e roupas.
    Riscos: Vapores de formaldeído, inseticidas, retardadores de combustão, produtos para não manchar e amarrotar, plásticos moles.

Tintas, vernizes e removedores químicos

  • Usados em paredes, pisos, tetos, lambris e móveis
    Riscos: Vapores tóxicos (os removedores de tinta são os mais tóxicos). Fungicidas e inseticidas. Metais.

Adesivos

  • Adesivos, colas e resinas usados para tacos, móveis, papel de parede e vedações.
    Riscos: Vapores tóxicos (principalmente formaldeído) durante aplicação e secagem.

Metais

  • Usados na fabricação de panelas, tintas e nos encanamentos.
    Riscos: Metais como chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio, cobre são liberados na água. Tintas contêm chumbo e cádmio. Alumínio das panelas pode passar para os alimentos.

Plásticos

  • Espumas em estofados, colchões, travesseiros e almofadas.
    Riscos: Como o polieuretano representa grave risco de incêndio, seu uso é proibido em diversos países.

 

  • Plásticos de vinil e pisos, paredes, instalação elétrica, lambris, papel de parede.
    Riscos: Formaldeído e outros vapores tóxicos, cloreto de vinil.

 

  • Acrílicos usados na imitação de vidro e em embalagens.
    Riscos: Vapores tóxicos, possivelmente cancerígenos.

 

  • Plásticos moles (termoplásticos) usados em inúmeros produtos domésticos (p.ex : embalagens e estocagem).
    Riscos: Vapores (principalmente no calor) que contaminam os alimentos.

Produtos de limpeza

  • Produtos usados para limpar fornos e carpetes, polidores, branqueadores, desinfetantes, detergentes, aerosóis e produtos usados na higiene pessoal.
    Riscos: Formaldeído, fenóis, cloreto de vinil, aldeídos, benzeno, tolueno, acetona, amoníaco, cloro, lixivia. Todos são extremamente tóxicos se engolidos. Os aerosóis que contém CFCs.

Praguicidas e fungicidas

  • Riscos: Tóxicos, possivelmente cancerígenos.

EFEITO BIOLÓGICO DOS
POLUENTES E DAS TOXINAS

Gases de combustão

  • Monóxido de carbono (CO): Gás tóxico incolor, inodoro, produzido pela combustão incompleta de chamas de gás, madeira, carvão, tabaco e pelos veículos.
    Efeito biológico: CO reduz a absorção de oxigênio, causando dores de cabeça, tontura, náusea e perda de apetite.

 

  • Óxido de nitrogênio (NO e NO2): Gases tóxicos, de forte odor, produzidos pela combustão incompleta de chamas de gás em fogões e aquecedores.
    Efeito biológico: NO2, o mais tóxico dos dois gases, afeta o sistema respiratório.

 

  • Gás sulfuroso (SO2): Gás tóxico de cheiro sufocante, presente na fumaça de carvão e lenha, emitido por aquecedores a querosene SO2, produz poluição urbana e chuva ácida.
    Efeito biológico: SO2 pode produzir problema respiratório (bronquite, asma) e dor de cabeça.

 

  • Dióxido de carbono (CO2 gás carbônico): Gás incolor e inodoro produzido pela combustão de gás em botijões.
    Efeito biológico: Em ambientes sem boa ventilação, pode afetar o sistema nervoso central e tornar as reações mais lentas.

Compostos orgânicos voláteis

  • Formaldeído (HCHO) é muito usado em colas, na produção de compensados e produtos plásticos. Como conservante, está presente em papéis, carpetes, móveis, cosméticos, espumas. Na roupa de cama e no vestuário, é usado para dar o acabamento. Também aparece na fumaça de carros e cigarros. À temperatura ambiente, os vapores tóxicos emitidos contaminam o ar.
    Efeito biológico: Formaldeído é um gás bactericida que irrita fortemente a pele, os olhos, nariz e garganta, provoca dor de cabeça, tontura, náusea, dificuldade de respirar. Pode causar sangramento no nariz e depressão. Pode afetar as células genéticas e se tornar cancerígeno.

 

  • Organoclorados esses compostos de hidrocarboneto e cloro formam a base de muitos produtos químicos sintéticos. São encontrados em produtos de limpeza, purificadores do ar e polidores. São as substâncias voláteis mais tóxicas e estáveis. Incluem os PCBs (bifenil policlorado), conhecidos cancerígenos; PVC (cloreto polivinil) um plástico que emana gases para os alimentos estocados; cloraminas, gases tóxicos que são liberados quando água sanitária é misturada com um produto à base de amoníaco. Outras substâncias voláteis perigosas incluem amoníaco, terebintina e acetona em solventes e produtos de limpeza; naftalina em bolinhas contra traças; cloro na água sanitária.
    Efeito biológico: Os vapores penetrantes dos compostos orgânicos voláteis provocam grave irritação na pele, nos olhos e nos pulmões. Causam dor de cabeça e náusea e prejudicam o sistema nervoso central. Todos são cancerígenos. Os vapores em solventes, praguicidas e soluções de limpeza, além de irritar a pele e causar depressão e dor de cabeça, podem prejudicar o fígado e os rins. A cloramina pode ser fatal.

 

  • Fenóis são substâncias cáusticas que encontramos em desinfetantes, resinas, plásticos e na fumaça de cigarro. As resinas de fenóis sintéticos em plástico duro, tintas e vernizes, contêm formaldeído. É preciso ter cuidado para nunca inalar pentaclorofenol, presente em fungicidas e produtos para conservar a madeira.
    Efeito biológico: Fenóis são corrosivos para a pele e danificam o sistema respiratório.

Partículas

  • Asbesto (amianto) são fibras perigosas obtidas na mineração de silicato natural, de cálcio e magnésio. Seu uso como material isolante e a prova de fogo é proibido em muitos países.
    Efeito biológico: As fibras de amianto suspensas no ar constituem um grave risco para a saúde, pois causam asbestose e câncer.

 

  • Metais. Microelementos de chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio e cobre, podem ser absorvidos e acumulados no organismo, atingindo níveis tóxicos.
    • Cádmio é um metal pesado usado como pigmento amarelo, laranja e vermelho do plástico. Carvão, óleo combustível e adubos químicos contém cádmio. Aparece no ar através da queima do lixo e da indústria e penetra no organismo pelo ar e pelos alimentos expostos à poluição.
      Efeito biológico: Cádmio já em doses mínimas provoca envenenamento grave e prolongado. Produz danos também nos ossos, pulmões e ao sangue.
    • Chumbo é um metal pesado que está presente nos encanamentos velhos e atinge o organismo através dos alimentos e utensílios usados na cozinha (por exemplo, cerâmica com esmalte à base de chumbo).
      Efeito biológico: Chumbo afeta a respiração das células, o sistema nervoso e o sistema que produz o sangue. As consequências são a perda de memória, problemas do estômago e do fígado. O risco é maior para crianças e para gestantes, pois o chumbo pode afetar o feto.
    • Mercúrio é um metal líquido venenoso. É usado em termômetros, pilhas, lâmpadas, obturações de amálgama e na garimpagem do ouro. Através da queima do lixo atinge o meio ambiente.
      Efeito biológico: A inalação ou ingestão de gases compostos de mercúrio produz efeitos graves sobre o organismo. Os sintomas só aparecem muito mais tarde, como falta concentração, depressão, queda de cabelo, sangramento do nariz, problemas nos olhos e nos sentidos.
    • Alumínio pode passar da panela para a comida.
      Efeito biológico: Alumínio e mercúrio são encontrados em nível elevado no cérebro de pacientes com a Doença de Alzheimer.

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Fonte: texto adaptado de Natürlich Leben, nº. 4 de 2000.

Em apenas 100 anos
o nosso organismo se tornou
um depósito de lixo tóxico ....
e o próprio homem é o culpado !

 

 

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