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Uma
experiência no Taiti
Edmond
Bordeux Szekely
A
minha maravilhosa expedição ao Taiti nasceu do
interesse por uma doença muito temida na antigüidade:
a lepra. Havia estudado esta doença e os métodos
utilizados pelos Essênios. Sua cura era baseada em uma
combinação de jejum, de ar, de
água, de plantas e de alimentos naturais.
Queria experimentar esses métodos, que considerava eficazes.
Meu
único problema era encontrar um leprosário onde pudesse
colocar em prática minhas idéias com toda liberdade.
Descobri uma colônia de leprosos em Orofara, no arquipélago
do Taiti, na Polinésia Francesa, ao sul do Oceano Pacífico.
Encontrei uma situação realmente horrível.
Embora o Taiti tenha clima tropical e no norte da França
esteja nevando no inverno, esses pobres doentes estavam sendo tratados
de acordo com manuais publicados no norte da França. Isso
quer dizer, uma dieta exclusivamente de alimentos enlatados. Como
encontrei uma quantidade enorme de latas, a primeira coisa foi
organizar uma brigada chamada de "lançadores de latas".
Passamos um dia inteiro arremessando as latas no oceano! Em seguida,
tive que falar com os parentes dos leprosos, que vinham visitá-los
regularmente. Pedi que trouxessem frutas e verduras frescas nas
visitas. As famílias ficaram muito contentes, sentindo finalmente
uma possibilidade de participarem do tratamento. E, mais importante,
pela primeira vez sentiram esperança. Encontrar os alimentos
necessários não era problema — naquela ilha
viçosa havia uma variedade imensa de frutas e vegetais.
O
método de tratamento usado estava tão ultrapassado
quanto a comida enlatada: ainda davam injeções
com azul de metileno, que obviamente não faziam efeito.
Por isso, introduzi um jejum, banhos de sol, exercícios
na água e uma alimentação inteiramente crua,
aplicando exatamente os métodos que os antigos Essênios
usavam.
Os meus pacientes se adaptaram ao novo regime sem incidentes, com
uma exceção. O obstáculo surgiu quando tentei
introduzir exercícios. A doença causa um estado de
terrível letargia e as enfermeiras se queixavam que não
havia meio de persuadir os doentes a fazerem os exercícios
prescritos. Encontrei a resposta, olhando pela janela para um
lindo riacho. Reuni alguns auxiliares musculosos e literalmente
jogamos todos os doentes dentro do riacho! Obviamente eles protestaram — a água
no riacho estava fria — mas os meus auxiliares não
os deixaram sair. Não havia outra saída a não
ser mover braços e pernas.Quanto mais se mexiam, menos desagradável
era a temperatura da água. Após alguns dias desse
balé compulsório na água, eu conseguia organizar
exercícios sistemáticos. Eles estavam se habituando
a movimentar-se e, na realidade estavam gostando de fazer exercícios
pela primeira vez em muitos anos.
Não passou muito tempo para que a minha adaptação
do método Essênio começasse a causar uma grande
melhoria nos leprosos. Onde havia mutilações, só pudemos
evitar que a doença progredisse. Entretanto, na grande maioria
dos casos, houve melhoria espetacular e até cura. Na ilha
havia um excelente fotógrafo e tiramos um grande número
de fotografias das diferentes fases da melhoria gradativa. Essas
fotos ilustram os resultados maravilhosos conseguidos pelos métodos
Essênios de cura natural.
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Fonte: L'Incorrigible
Optimiste — La vie extraordinaire d'un "aventurier de la santé" e "Search
for the Ageless — My unusual adventures on the five continents".
vol. um. Edmond Bordeaux Székely é descendente de Csoma de Körös,
filólogo que há 150 anos compilou a primeira gramática
da língua tibetana, um dicionário inglês-tibetano e escreveu
a famosa obra Asiatic Researches. Dr. Bordeaux recebeu o Ph.D. pela
Universidade de Paris e outros títulos das universidades de Viena e
Leipzig. Conhecido filólogo em sanscrito, aramaico, grego e latim, ele
falava dez línguas modernas e é autor de mais de 80 livros publicados
em muitos países sobre filosofia e culturas antigas. Suas publicações
sobre os Essênios e a vida biogênica atraiu interesse mundial.
Em 1928 fundou a Sociedade Internacional Biogênica com Romain Rolland,
Prêmio Nobel de Literatura.
Teoria
metabólica da lepra
A
aventura de Edmond Székely ilustra estudos que foram publicados
mais tarde pelo Dr. Meny Bergel, então Diretor do Instituto
de Investigaciones Leprologicas, em Rosario, na Argentina. Em
1982, Professor Bergel publicou o estudo analítico
"Leprosy (Hansen's Disease) Is Not An Infectious Disease" e,
em 1991, publicou a "Teoria Metabolica de la Lepra".
Nesses estudos, Dr. Bergel expõe seu conceito da lepra como
doença de origem não infecciosa — nem produzida
pelo bacilo de Hansen — mas metabólica, causada por
uma alteração nos processos de auto-oxidação
no organismo humano. Em resumo, ele mostra o perfil metabólico
do hanseniano como sendo o seguinte:
Níveis baixos de vitamina E, vitamina A, colesterol total, ácido
linoléico,
ácido alfa linoléico, prostaglandina E 2, selênio e zinco.
Nível alto de colesterol HDL. |
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