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O
Legado de Sweetie
Paulette
Sorg
Na
primavera de 1993, adotei um gatinho malhado que se tornou um
dos meus maiores problemas. Pumpkin era um gatinho abandonado,
separado da mãe e da sua ninhada quando ainda era muito
novinho. Além disso, foi rejeitado por seu primeiro dono.
Ele era muito medroso – tinha medo de estranhos, medo da
chuva, medo de outros animais... em suma, um felino extremamente
inseguro e muito mal humorado.
Menos de um mês após a chegada de Pumpkin, um gato
branco e preto apareceu na entrada do meu prédio. Era mais
velho, havia perdido as garras e estava faminto. Era tão
dócil, carinhoso e misteriosamente sereno, que me cativou
na hora. Quando a busca por seu dono se mostrou inútil,
decidi dar à Sweetie, como decidimos chamá-lo, um
lar.
Nem é preciso dizer que as primeiras semanas foram muito
difíceis. Pumpkin morria de medo do outro gato mas, quanto
mais ele se escondia e evitava qualquer contato, mais Sweetie se
mostrava determinado a conquistá-lo. No dia em que acordei
e vi os dois lado a lado esperando o seu café da manhã,
soube que Sweetie havia vencido a barreira que nenhum de nós
havia conseguido romper.
A cada dia que se passava, a amizade entre os dois crescia. Sweetie
era protetor, professor e educador. Sob sua tutela Pumpkin se transformou
no gato amoroso, confiante e corajoso de hoje. Eu não teria
conseguido realizar tal transformação sozinha; foi
preciso a intervenção de um anjo da guarda muito
especial que entrou em nossas vidas no momento em que era mais
necessário.
Sweetie deixou-nos em 1998, após uma valente batalha contra
a diabete, mas seu legado de amor, compaixão e paciente
tolerância,
permanecerá para sempre em nossos corações.
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Fonte: ActiVate for Animals, agosto 2002.
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