Logotipo da TAPS
Logotipo da TAPS
TAPS - Temas Atuais
na Promoção
da Saúde
Home
Publicações
Biblioteca
Agroecologia
Alimentação
Câncer
Comer cru
Defesa dos animais
Dicas
Estilo de vida
Fumo
Hiperatividade
Medicina em crise
Meio ambiente
Outra visão da AIDS
Rumos da ciência
Saúde dos dentes
Saúde mental
SMI
Terapias
Vacinas
Vegetarianismo
Violência
 






Estilo de vida imprimir
 

O fator mais importante de cura

Ebba Waerland

Ainda existem pessoas que herdaram tanta saúde quando nasceram que acham perfeitamente normal esbanjá-la. Entretanto, aquilo que recebemos como presente precisa de atenção e cuidado para se manter. Cedo ou tarde, aparecem as conseqüências da falta de responsabilidade e cuidados.

Longos anos de prática, cuidando de doentes, me mostraram que aqueles que procuram ajuda pertencem a dois grandes grupos: os doentes que ativamente procuram contribuir para a própria saúde e aqueles que esperam passivamente que outros lhes devolvam a saúde. Infelizmente, o segundo grupo é maior. Provavelmente, isso ocorre porque a escola tradicional de medicina transmite aos doentes uma fé cega na autoridade médica e obediência sem críticas. Os representantes dessa escola de medicina exigem que o paciente — sem entender o sentido do tratamento e sem pedir qualquer esclarecimento — siga rigorosamente as instruções. Geralmente, o paciente recebe um papel onde estão escritas algumas palavras incompreensíveis. Ele deve levar o papel para uma farmácia, onde recebe comprimidos, pó e gotas, que deve tomar e agüentar as conseqüências, sem questionar. Mesmo quando os medicamentos provocam reações graves, deve suportá-las de boa fé. Até parece que o médico tem medo de perder a sua dignidade ao conversar com o paciente, ao esclarecer o significado do tratamento. Desta forma, o médico tornou-se um ditador que tudo sabe e o paciente, em muitos casos, um objeto totalmente passivo e submisso a um tratamento que ele não compreende. Essa atitude errada teve, com o passar dos anos, influência desastrosa sobre a mentalidade dos doentes. Hoje, sofremos as conseqüências.

Antes de mais nada, o profissional de saúde precisa fazer o possível para levar o doente a pensar e raciocinar de maneira independente. Este é o bê-a-bá para encontrar o caminho da verdadeira cura. Às vezes, essa tarefa é longa e difícil. O doente simplesmente exige ser tratado como criancinha. Se sugerimos que leia livros ou publicações que descrevem sua doença e a cura, ele é preguiçoso e indiferente demais para criar ânimo e ler. O dia em que ele está novamente por conta própria, cai — por ignorância ou comodidade — na velha rotina que provocou a doença. Se não for possível despertar sua responsabilidade e sua vontade, dedicamos a ele, inutilmente, força e tempo que poderiam ser melhor aproveitados. Porém, antes de entregar este paciente ao seu destino, precisamos fazer tudo para incentivá-lo à auto ajuda.

O médico que não procura esclarecer, despertar e educar, falha num ponto muito importante. Se ele argumenta que não tem tempo para se dedicar desta forma a cada paciente, só existe uma resposta: apesar de todas as outras providências, ele esqueceu o principal fator de cura.

Are Waerland sempre dizia que cada pessoa precisa ser seu próprio médico. Como ele tinha razão! Não existe maior alegria do que ver o doente entendendo seu próprio corpo e aquilo que ele precisa. Ninguém pode sentir com a mesma precisão e sensibilidade o que o outro sente. Cada dor tem sua voz específica e cada organismo tem seu ritmo próprio.

A evolução de uma doença nunca é igual em todos os detalhes. Os diversos processos ocorrem no organismo com inúmeras variações. Somente o próprio doente pode sentir as sutilezas e particularidades de suas reações e sensações.

Presenciei o que significa uma pessoa compreender que não está entregue às doenças; que a vida exige que enfrentemos a doença e nos dá as armas para isso. Freqüentemente, pude observar essa reação até em pessoas muito doentes, desenganadas. Sentindo que deveriam ser poupadas, escondia-se — geralmente a conselho médico — a verdade sobre sua situação. Sempre recusei pedidos desse tipo. Quando calmamente contava a verdade aos pacientes, sempre me agradeciam de todo o coração. Em seus olhos podia-se ler uma nova expressão de seriedade e determinação, e suas palavras sempre me diziam: "finalmente sabemos onde estamos, agora vale a pena lutar".

Incerteza traz insegurança, mas uma certeza, por mais dura que seja, dá forças. O sentimento de que é preciso lutar por alguma coisa e que vale a pena lutar, faz a pessoa amadurecer e crescer.

Nas últimas décadas, nossos conceitos sobre saúde e doença mudaram muito. Os conhecimentos científicos no campo da fisiologia alimentar, da química e da biologia, provam que nós mesmos somos responsáveis pelas doenças da civilização e que elas são o resultado de um estilo de vida e alimentação errados.

O lema para a vida natural e saudável diz: "Nós não estamos lidando com doenças, mas com falhas no estilo de vida. Eliminadas estas falhas, as doenças somem por si próprias."
Uma frase audaciosa! Sim — vale a pena tentar.

_____
Fonte: Gesundheitsberater. Ebba Waerland, autora do livro "Terapêutica de Waerland" era cientista sueca, esposa do famoso biólogo Are Waerland

Princípios básicos de Dr. Are Waerland para a vida:

  1. Não estamos lidando com doenças, mas com erros no estilo de vida.
    Eliminando esses erros as doenças vão desaparecendo.
  2. Nunca curamos uma doença, mas curamos um organismo doente.
  3. Somente restabelecendo o ritmo do estilo de vida natural, curamos o organismo doente.
    (Wandmaker, maio/junho de 2003)
 
 
top