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O fator mais importante
de cura
Ebba Waerland
Ainda
existem pessoas que herdaram tanta saúde quando nasceram que acham
perfeitamente normal esbanjá-la. Entretanto, aquilo que recebemos como
presente precisa de atenção e cuidado para se manter. Cedo ou tarde,
aparecem as conseqüências da falta de responsabilidade e cuidados.
Longos anos de prática, cuidando de doentes, me mostraram que aqueles que
procuram ajuda pertencem a dois grandes grupos: os doentes que ativamente
procuram contribuir para a própria saúde e aqueles que esperam passivamente
que outros lhes devolvam a saúde. Infelizmente, o segundo grupo é maior.
Provavelmente, isso ocorre porque a escola tradicional de medicina
transmite aos doentes uma fé cega na autoridade médica e obediência sem
críticas. Os representantes dessa escola de medicina exigem que o paciente
— sem entender o sentido do tratamento e sem pedir qualquer esclarecimento
— siga rigorosamente as instruções. Geralmente, o paciente recebe um papel
onde estão escritas algumas palavras incompreensíveis. Ele deve levar o
papel para uma farmácia, onde recebe comprimidos, pó e gotas, que deve
tomar e agüentar as conseqüências, sem questionar. Mesmo quando os
medicamentos provocam reações graves, deve suportá-las de boa fé. Até
parece que o médico tem medo de perder a sua dignidade ao conversar com o
paciente, ao esclarecer o significado do tratamento. Desta forma, o médico
tornou-se um ditador que tudo sabe e o paciente, em muitos casos, um objeto
totalmente passivo e submisso a um tratamento que ele não compreende. Essa
atitude errada teve, com o passar dos anos, influência desastrosa sobre a
mentalidade dos doentes. Hoje, sofremos as conseqüências.
Antes de mais nada, o profissional de saúde precisa fazer o possível para
levar o doente a pensar e raciocinar de maneira independente. Este é o
bê-a-bá para encontrar o caminho da verdadeira cura. Às vezes, essa tarefa
é longa e difícil. O doente simplesmente exige ser tratado como criancinha.
Se sugerimos que leia livros ou publicações que descrevem sua doença e a
cura, ele é preguiçoso e indiferente demais para criar ânimo e ler. O dia
em que ele está novamente por conta própria, cai — por ignorância ou
comodidade — na velha rotina que
provocou a doença. Se não for possível despertar sua
responsabilidade e sua vontade, dedicamos a ele, inutilmente, força e tempo
que poderiam ser melhor aproveitados. Porém, antes de entregar este
paciente ao seu destino, precisamos fazer tudo para incentivá-lo à auto
ajuda.
O médico que não procura esclarecer, despertar e educar, falha num ponto
muito importante. Se ele argumenta que não tem tempo para se dedicar desta
forma a cada paciente, só existe uma resposta: apesar de todas as outras
providências, ele esqueceu o principal fator de cura.
Are Waerland sempre dizia que cada pessoa precisa ser seu próprio médico.
Como ele tinha razão! Não existe maior alegria do que ver o doente
entendendo seu próprio corpo e aquilo que ele precisa. Ninguém pode sentir
com a mesma precisão e sensibilidade o que o outro sente. Cada dor tem sua
voz específica e cada organismo tem seu ritmo próprio.
A evolução de uma doença nunca é igual em todos os detalhes. Os diversos
processos ocorrem no organismo com inúmeras variações. Somente o próprio
doente pode sentir as sutilezas e particularidades de suas reações e
sensações.
Presenciei o que significa uma pessoa compreender que não está entregue às
doenças; que a vida exige que enfrentemos a doença e nos dá as armas para
isso. Freqüentemente, pude observar essa reação até em pessoas muito
doentes, desenganadas. Sentindo que deveriam ser poupadas, escondia-se —
geralmente a conselho médico — a verdade sobre sua situação. Sempre recusei
pedidos desse tipo. Quando calmamente contava a verdade aos pacientes,
sempre me agradeciam de todo o coração. Em seus olhos podia-se ler uma nova
expressão de seriedade e determinação, e suas palavras sempre me diziam:
"finalmente
sabemos onde estamos, agora vale a pena lutar".
Incerteza traz insegurança, mas uma certeza, por mais dura que seja, dá
forças. O sentimento de que é preciso lutar por alguma coisa e que vale a
pena lutar, faz a pessoa amadurecer e crescer.
Nas últimas décadas, nossos conceitos sobre saúde e doença mudaram muito.
Os conhecimentos científicos no campo da fisiologia alimentar, da química e
da biologia, provam que nós mesmos somos responsáveis pelas doenças da
civilização e que elas são o resultado de um estilo de vida e alimentação
errados.
O lema para a vida natural e saudável diz: "Nós não estamos lidando com
doenças, mas com falhas no estilo de vida. Eliminadas estas falhas, as
doenças somem por si próprias."
Uma frase audaciosa! Sim — vale a pena tentar.
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Fonte: Gesundheitsberater.
Ebba Waerland,
autora do livro "Terapêutica
de Waerland" era cientista sueca, esposa do famoso biólogo
Are Waerland
Princípios básicos de Dr. Are Waerland para a vida:
- Não
estamos lidando com doenças, mas com erros no estilo de vida.
Eliminando esses erros as doenças vão desaparecendo.
- Nunca
curamos
uma doença, mas curamos um organismo doente.
- Somente
restabelecendo o
ritmo do estilo de vida natural, curamos o organismo
doente.
(Wandmaker,
maio/junho de 2003)
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