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Eutanásia – não
Morrer com dignidade – sim!

Wilhelm R. Waldmann

Nos últimos anos este assunto vem sendo muito discutido.

Quanto maiores as possibilidades na medicina, mais o ser humano fica exposto a se submetido a essas possibilidades. Isto leva a situações em que questionamos se não seria o caso de aceder ao desejo de uma morte assistida. Alguns são de opinião que a eutanásia representa um ato de misericórdia e que o ser humano tem direito a pedi-la.

Freqüentemente o desejo por uma morte assistida deriva do medo de sofrer um processo artificialmente prolongado de morte, sem poder decidir sobre o destino. A solidão, a separação da família e a idéia de manter a vida a todo custo. Estar entregue a especialistas deixa muitos idosos apreensivos.

Talvez o desejo de uma morte assistida não seria tão forte, se a nossa sociedade soubesse lidar com os idosos de maneira mais humana; se o idoso fragilizado pudesse descansar em seu ambiente familiar e não no anonimato.

A morte por ‘misericórdia’ parece humilhante para o ser humano. Não estaríamos comparando o ser humano a um animal a ser ‘adormecido’ artificialmente? Não somos criados à imagem de Deus e amados por Ele?

Este conhecimento deveria nos dar a força necessária para acompanhar e assistir os outros da melhor forma em sua jornada terrestre — com responsabilidade, confiantes e com esperança.

O Pai é um Deus que quer a vida. Nós não somos os Senhores da vida. Aquele que sabe disso adquire a força de acompanhar o doente terminal com amor e gratidão, durante sua última caminhada.

Entretanto, deveria ser evidente que a responsabilidade perante Deus não permite prolongar a vida a todo custo, com todos os meios da medicina moderna. Muitas vezes não é a vida que é prolongada, mas o sofrimento (contra a vontade do doente). Que Deus nos proteja disso.
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Fonte: O autor é Pastor da Comunidade Cantareira da IECLB em São Paulo

 
 
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