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Breves

Vistoso, mas
problemático
As gravatas representam
um sinal de status, mas também podem ser um risco para a saúde.
Pesquisadores verificaram que gravatas apertadas aumentam o risco de
glaucoma, pois comprimem a veia jugular, elevando a pressão do sangue nas
veias e nos olhos.
Os pesquisadores escrevem no British Journal of Ophtalmology:
“Uma gravata apertada pode ser considerada um fator de risco em homens que
apertam a gravata e homens com pescoço gordo”. Um dos pesquisadores menciona, que, ao dar o nó na gravata, é
preciso assegurar que dois dedos caibam, confortavelmente, entre o pescoço
e a gravata. (The
Australian, 29 de julho de 2003)
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Justiça
- Exigimos
justiça, mas só dos outros.
- Exigimos
que nossos superiores sejam justos conosco.
- Exigimos
que também os inferiores sejam justos conosco.
- Quase
nunca, porém, exigimos de nós mesmos sermos justos com os demais.
- Exigimos
que nos paguem um bom salário, porque é justo.
- Mas
levamos em consideração que um bom salário corresponde a um trabalho
responsável e bem feito?
- Se é
justo que o professor seja eficiente, também é justo ele exigir do
estudante um esforço pessoal no estudo.
- Não
toleramos que nos enganem, porque é injusto; mas se nós enganamos os
outros, não consideramos isto "engano" e sim "esperteza".
- Isto é
justo?
- Exigimos
água, porque é justo. Mas não nos preocupamos em desperdiçá-la.
- Exigimos
uma cidade limpa, mas o que fazemos além de sujá-la com restos de
toda ordem?
- Exigimos
compreensão, mas espalhamos desconfiança.
- Exigimos
amor, mas distribuímos ódio.
- Exigimos um mundo de paz, mas nada fazemos contra a
proliferação das armas e da violência.
- Aguardamos
ansiosos que perdoem nossos erros, mas por que tarda o nosso perdão
à ofensa alheia?
- Abominamos
a tirania, mas por acaso implantamos a democracia em nossa própria
casa?
- Tudo
isto, por acaso, é justo?
- Por que
não examinar — uma a uma — nossas atitudes e exigir de nós mesmos,
antes de mais nada, que sejamos justos com os demais?
Fonte:
Movimiento sin
Nombre, Caracas.
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Cosméticos prejudiciais
Diversas pesquisas internacionais mostram que muitos cosméticos famosos
(p.ex. perfumes e spray
para cabelo) contêm um ou mais ftalatos (substâncias químicas muito usadas
para amaciar o plástico PVC). Os ftalatos foram banidos de brinquedos e
agora também de cosméticos pela União Européia. Os ftalatos são
xeno-estrógenos que podem reduzir a fertilidade, causar defeitos nos órgãos
reprodutivos masculinos e prejudicar embriões. Também foi detectada uma
conexão com problemas do fígado e dos rins, até câncer.
Em um evento local, um grupo da Rede Feminina do Meio Ambiente realizou um
levantamento do uso de cosméticos entre crianças. Todas as 110 crianças,
com idade de 11 a 14 anos, usavam um ou mais cosméticos diariamente
(desodorante, gel, spray,
esmalte, perfume, maquiagem, glitter),
se expondo, certamente, a muitos produtos químicos perigosos. As mudanças
hormonais durante a puberdade tornam esta época particularmente vulnerável
a tóxicos e desenvolvimento de hábitos ao longo da vida.
(Womens Environmental
Network, 14.11.02 e Greenhealthwatch,
nº 23, 2002).
O
risco dos ritmos acelerados
Uma pesquisa realizada em Tel Aviv mostrou o risco do ritmo acelerado ao
conduzir um automóvel. Entrar no carro, aumentar o volume do toca-fitas ao
máximo e depois pisar no acelerador: este é o sonho de liberdade de muitos
adolescentes. Entretanto, isso é perigoso. Um pesquisador da Universidade
de Tel Aviv deixou 28 estudantes conduzirem com música "bate-estaca".
O resultado mostrou que, quanto mais acelerado era o ritmo, mais arriscado
se tornava a maneira de conduzir. Aos 120 compassos por minutos, os
estudantes passavam o dobro de semáforos vermelhos do que aos 60 compassos.
Também ocasionavam o dobro de acidentes.
(TRANSPORTATION
RESEARCH)
Incenso é mais tóxico do que a fumaça dos automóveis
O incenso, um hábito místico popular, pode oferecer um risco significativo
para a saúde. Pesquisadores em Taiwan descobriram que a fumaça produzida ao
queimar incenso contém um produto químico que causa câncer — os PAHs
(hidrocarbonos policíclicos aromáticos). Esses são produtos químicos
altamente cancerígenos, produzidos quando certas substâncias são queimadas.
De acordo com os pesquisadores, que mediram os níveis em templos pouco
ventilados, os níveis de PAHs eram 40 vezes superiores àqueles encontrados
nas casas de fumantes, 19 vezes superiores ao ar externo e até superiores
àqueles medidos em um cruzamento de tráfego intenso.
Embora a maioria não queime tanto incenso como é feito nos templos, o fato
de vivermos em ambientes fechados significa que o uso regular de incenso
pode levar a níveis tóxicos de PAHs.
(Bull Environ Contam
Toxicol, 2001; 67:332-8 )
68
anos sem comer nem beber
Prahlad Jani, um eremita na Índia, com 76 anos de idade, supostamente nada
come nem bebe há 68 anos, desde que teve um visão divina, com oito anos de
idade.
O corpo clínico de um hospital ultra moderno, no estado de Gujarat, da
Índia, observou o eremita durante 10 dias. O eremita, que se apresentou com
boa saúde, nada ingeriu nem eliminou durante esse tempo. Os médicos, que
concedem ao indivíduo normal apenas alguns dias sem água e algumas semana
sem alimentação, estão, de repente, acreditando em um milagre. Entretanto,
eles não ousam afirmar que esta experiência confirma os 68 anos anteriores,
pois a expectativa seria grande demais...
(Dr. Claude Hugonnaud em Le Quotidien du Médecin,
Paris)
Uma
cura para mau comportamento
Em 1997, o colégio Appleton, em Wisconsin, EUA, estava enfrentando enormes
problemas disciplinares, incluindo drogas e porte de armas. Era quase
impossível lecionar. Nos últimos quatro anos, os alunos (e os professores)
estão com melhor saúde, comportamento, resistência e atitude. As classes se
tornaram mais atentas, cooperativas e preparadas a resolver projetos
difíceis. As notas aumentaram e as faltas diminuíram. Qual foi a diferença?
A alimentação.
Pare
de bater na criança!
A dra. Elizabeth T. Gersoff, da Universidade da Columbia, encontrou — em um
dos mais abrangentes estudos de punição corporal realizados até hoje — uma
relação entre bater na criança e seu comportamento negativo. Straus, um
eminente pesquisador de violência familiar, fez descobertas semelhantes.
Ele afirma "Em geral,
os estudos mostram que aquelas crianças que não apanham são mais
comportadas na escola. Quando crescem, são melhor sucedidos no casamento,
no trabalho e tem vida melhor."
(Veja
também www.stophitting.com
(Mothering,
março/abril 2003))
Uma vida saudável é mais
eficaz
Quem sofre de diabete do Tipo 2 pode se ajudar — sem medicamentos. Isso
mostra o amplo estudo de pesquisadores norte-americanos. Eles trataram os
pacientes de diversas maneiras. Um grupo tomou um medicamento contra
diabete (Metformin).
Outro grupo não recebeu nenhum medicamento, mas devia emagrecer e fazer
alguma atividade física durante duas horas e meia por semana. O resultado
mostrou, que a mudança do estilo de vida ajuda muito mais a baixar o nível
do açúcar do que a medicação. Isso não é milagre: diabete do Tipo 2 aparece
principalmente devido a excesso de peso e falta de movimento.
(The New England Journal of
Medicine)
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