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Engodo
da AIDS, comércio com o coração
e com a procriação, máfia do câncer:
o médico alopata do século XX
Ian
Kennedy, no trabalho Unmasking
Medicine
Desmascarando a Medicina), afirmou em 1981:
“A medicina moderna tomou o caminho errado.
Avidamente aceita pela população, a natureza
da medicina moderna faz com que seja
decididamente nociva à saúde.”
Ivan
Illich, Rick Carlson, Robert Mendelsohn e Fritjof Capra, eminentes
acadêmicos, mostram que a medicina alopática é a
principal ameaça à saúde do mundo ocidental.
São quatro as áreas em que
é mais nociva à saúde pública: AIDS, câncer,
doenças cardiovasculares e obstetrícia.
Uma das falhas óbvias da alopatia é sua miopia frente à nutrição — que
está na raiz dos problemas em tantas áreas. Outra
falha é sua paixão pelos produtos farmacêuticos
como sistema de tratamento. Um problema grave é a visão
simplista e mecanicista do corpo humano e das doenças, aliada
ao apego a doutrinas científicas ultrapassadas. Todas essas
falhas são agravadas por uma atitude tacanha de proteção
de interesses, que torna impossível penetrar no mundo real
da saúde.
Não devemos permitir que as indústrias, que lucram
com os cuidados da saúde, dominem o sistema de saúde,
suas instituições e a educação dos
profissionais da área. Temos hoje um complexo alopático/
industrial cujas ramificações parecem um prato de
espaguete ou uma pilha de minhocas, envolvendo
órgãos estaduais e federais, universidades, associações
comerciais e conselhos de controle do exercício profissional — todos
procurando proteger seus interesses. Drenam os recursos do país a uma
velocidade espantosa, com custos exorbitantes para o governo e para o público
que paga por seus cuidados de saúde. Por um lado, existe um conchavo
entre os órgãos governamentais e as associações
comerciais tentando suprimir a concorrência à alopatia. Por outro, órgãos
governamentais diferentes estão tomando medidas legais contra as mesmas
associações comerciais, para proibir atividades que impeçam
a livre concorrência. É um verdadeiro caos!
Temos um sistema oficial de pesquisa médica incapaz de fornecer
qualquer resultado significativo e totalmente incapaz de combater
as doenças fatais mais importantes. Ele consome, anualmente,
bilhões de dólares dos nossos impostos para realizar
pesquisas que não têm sentido e para amplas campanhas
que procuram convencer o público de que os impostos são
bem gastos.
A guerra contra o câncer, mal direcionada e desorganizada,
e a pesquisa sobre a AIDS consomem bilhões de dólares.
Há mais
pessoas vivendo da AIDS e do câncer do que pessoas morrendo
dessas doenças — mas nenhuma delas consegue produzir
qualquer diminuição nos coeficientes de mortalidade
por essas doenças.
Os resultados reais obtidos em pesquisas contra o câncer
e contra a AIDS vêm inteiramente do setor privado e são
financiados com recursos dos próprios pesquisadores. O sistema
de pesquisa oficial gasta mais em relações públicas
do que em pesquisa de saúde pública. E uma parcela
da pesquisa de saúde pública até consegue
suprimir medidas de saúde pública, em vez
de promovê-las.
Tudo isso é o resultado direto do controle da indústria
sobre o sistema de saúde e suas instituições.
A rede hospitalar foi o primeiro componente do sistema de saúde
a entrar em colapso e é rapidamente substituída por
empresas que pouco se preocupam com a saúde pública.
Precisamos de hospitais, mas não na quantidade em que foram
construídos. O excesso de hospitais gerais, principalmente
em áreas urbanas,
é assustador e sem precedentes nos Estados Unidos. Mais de 50% das internações
feitas durante a última década foram desnecessárias. Ocorreram
por conveniência dos médicos ou porque as companhias de seguro-saúde
pagavam pelas intervenções realizadas nos hospitais, mas não
por intervenções semelhantes realizadas no consultório
médico.
A utilização abusiva do hospital geral contribuiu
muito para a elevação dos custos e para a construção
exagerada de unidades hospitalares. O tratamento da doença
em fase terminal, no hospital geral, é bem mais lucrativo
para o médico (e para o hospital) do que a detecção
precoce e a prevenção da doença. Isso levou
os médicos alopatas a se dedicarem principalmente à intervenção
em casos de crise e aos doentes terminais, mostrando pouco interesse
pelos cuidados preventivos. Na realidade, o tratamento dos doentes
terminais produz um impacto muito pequeno na saúde e, sendo
alopático, pode ter o efeito indesejado de até prolongar
o sofrimento. Tudo isso é agravado porque a profissão
médica luta para manter seu domínio sobre os cuidados
de saúde e se opõe a qualquer sistema capaz de produzir
um impacto positivo na saúde pública.
A obstetrícia tem o exemplo mais espalhafatoso da comercialização
da medicina. A gravidez, como se sabe,
é um processo feminino normal e natural, não uma doença.
Por milênios, mulheres cuidaram de outras mulheres durante o parto e,
em 97% das vezes, foram muito bem-sucedidas. No final do século dezenove,
começou a medicalização da gravidez nos Estados Unidos
e as parteiras foram expulsas do cenário. Conseguiram convencer a esmagadora
maioria das mulheres americanas de que o único lugar para se ter um
bebê é o hospital local. Na hora do parto, são admitidas
ao hospital, confinadas, de costas, a um leito, presas a um monitor fetal e
depois alertadas de que precisam de uma cesárea.
Isso foi longe demais e as feministas começaram uma rebelião
social contra o que chamam de imperícia médica masculina.
Começaram a ressuscitar o parto domiciliar e o trabalho
das parteiras. Um número crescente de mulheres está descobrindo
que os hospitais não são lugares particularmente
seguros para se ter o bebê; estão indo para casas
de parto independentes ou tendo o bebê em casa.
Os comerciantes do coração são de duas variedades.
Temos cirurgiões que, à mais leve indicação
de respiração curta ou dor no peito, procuram implantar
ponte tríplice de safena. E temos os distribuidores de medicamentos
tão letais quanto os ataques cardíacos que devem
adiar ou prevenir. Houve grande confusão quando foi divulgada
a pesquisa provando que as pontes de safena são ineficazes
para a maioria das pessoas com oclusão coronária — e
quando os repórteres de TV denunciaram os medicamentos que
podem causar a morte como efeito colateral.
Ambos os grupos procuram convencer todo mundo de que a quelação
com EDTA — um tratamento preventivo eficaz e econômico
para a oclusão coronária — é charlatanismo.
Oferecem conselhos nutricionais absurdos a respeito de colesterol
e dietas, recomendações muitas vezes conflitantes,
imprecisas ou até mesmo prejudiciais a saúde.
Também no tratamento do câncer, o público está acordando
e percebendo o que está acontecendo. Os doentes foram cortados,
queimados e envenenados até que, de repente, o Conselho
Nacional de Pesquisas publicou um grande livro informando à nação
que dietas e nutrição — sempre caracterizadas
como charlatanismo — eram, na realidade, boas para prevenir
o câncer.
Enquanto os repórteres da NBC, CBS, CNN e ABC lêem
o “New England Journal of Medicine”, “Surgey”, “JAMA” e “Internal
Medicine”
mais avidamente que os professores nas escolas de medicina, não
há muitos sorrisos nos conselhos de medicina. Aqueles que
não estão lendo um novo livro a respeito de como
mudar para a medicina holística estão desorientados,
escrevendo cartas para os médicos da TV e perguntando seriamente: “Por
que o público nos odeia tanto?”
Diabos, eles estão errados, ninguém os odeia. A América
sempre amou os vendedores de óleo de cobra. O médico
alopata do século vinte será venerado em nosso folclore
junto com Jesse James, Billy the Kid, Bonnie e Clyde como heróis
do povo americano, que roubaram a todos e fizeram com que gostássemos
disso.
Eles foram grandes. Venderam para todos a medicina moderna alopática
durante mais de meio século antes que qualquer um de nós
acordasse. Você simplesmente tem que admirar pessoas que
conseguem enganar assim por tanto tempo, tirando, com aparência
de santos, bilhões do bolso do público. Está tudo
dentro da melhor tradição da livre iniciativa, não é mesmo?
Vamos observar, pela última vez, o gênio alopata do
século vinte enquanto ele desaparece no pôr-do-sol.
Provavelmente não veremos uma imagem semelhante novamente
e o que o substituir nunca será tão colorido; sessenta
bilhões de dólares para a pesquisa do câncer
sem uma única cura — ora, isso é fantástico!
E vinte bilhões por ano para as pontes de safena — puxa,
eles foram os campeões!
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Fonte: Raum&Zeit, vol.2, n.2, 1990
"A
humanidade é imbecil demais para este planeta.
Os homens precisam se autodestruir o mais depressa possível.
O engodo da AIDS não deve se tornar público
para evitar que a humanidade acorde
e, então, destrua toda a criação".
Ivan
Illich, autor do livro
"A Expropriação da Saúde — Nêmesis da
Medicina" |
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