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Medicina em crise

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Procura-se novos pacientes

Tobias Frey

Mulheres sem apetite sexual devem estar doentes — e precisam de medicamentos. Há pouco tempo cientistas e médicos chegaram a esta conclusão durante um congresso nos Estados Unidos e deram um nome para esta doença: Desequilíbrio Funcional Sexual da Mulher. Só que esta doença nem existe. A sexualidade da mulher, raramente é um caso médico.
É interessante que, praticamente todos os participantes do congresso foram financiados pela indústria farmacêutica. A revista técnica British Medical Journal revelou que o objetivo destes esforços foi de achar novos canais de venda para comprimidos como Viagra.

Com freqüência cada vez maior a indústria farmacêutica inventa novas doenças para criar um mercado para os seus medicamentos. Desde que existe Propecia no mercado, a queda de cabelos no homem é tida como enfermidade a ser tratada. Desde que Aurorix está no mercado, a timidez passou a ser uma doença chamada de fobia social. Muitas vezes, a indústria faz de um sintoma inofensivo uma doença ameaçadora. O exemplo mais recente é a síndrome do intestino irritado. Desde que o Zelmac está no mercado, milhares de mulheres deveriam tomar medicamentos contra gases.

O procedimento das industrias farmacêuticas é muito hábil. Desenvolveram estratégias sutis por meio de campanhas caras, usando uma mídia condescendente, divulgam cenas ameaçadoras de dor e sofrimento. Médicos remunerados passeiam de uma sala de conferências para outra e convencem seus colegas dos novos sofrimentos e dos tratamentos bem sucedidos. Além disso, a própria indústria, muitas vezes, funda grupos de auto-ajuda — um reservatório para novos clientes.


“Quem tem realmente interesse na saúde humana?
Pessoas sadias seriam uma catástrofe.
Ramos inteiros da industria iriam à falência.
A começar pela indústria farmacêutica
.” 
(Urs Waibel , Würenlos)

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Fonte: PULStipp, janeiro de 2003

 

 

 

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