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Medicina em crise imprimir
 

Breves (medicamentos)

Bula no computador
Pelo endereço eletrônico http://bulario.bvs.br, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) disponibiliza ao consumidor 572 bulas equivalentes a 552 medicamentos diferentes (alguns remédios possuem mais de uma forma de apresentação, como comprimidos e injetáveis).

O Bulário Eletrônico possui versões diferentes para pacientes e profissionais de saúde e deve receber atualizações. A agência também vai lançar uma versão impressa, o “Compêndio de bulas de medicamentos”, que deverá ser distribuído em hospitais-sentinelas, bibliotecas públicas e órgãos de defesa do consumidor.

A indústria farmacêutica tem seis meses para adaptar suas bulas, que deverão conter uma linguagem clara e de fácil compreensão, além de letras maiores. No caso de genéricos e similares, um medicamento com o mesmo princípio ativo foi escolhido pela ANVISA como modelo. (Revista do IDEC, nº 90, julho de 2005, página 15)

Resistência aos antibióticos
No tratamento das doenças na população norte-americana são empregados, anualmente, 1,5 milhões de quilogramas de antibióticos. Na criação de animais para o consumo são empregados, anualmente, 12,3 milhões de quilogramas de antibióticos, sem finalidade terapêutica.

As autoridades sanitárias afirmam unanimemente que não há dúvida de que a resistência aos antibióticos é causada pelo emprego mundial de antibióticos na criação animal. (CDC, US Centers for Disease Control)

Antidepressivos causam suicídios
A Associação Americana de Psiquiatria está resistindo à idéia de alertar os doentes sobre o risco de suicídio quando tomam um medicamento contra depressão, como Prozac, Zoloft, Paxil, Lovan, Luvox, os assim chamados SSRI (Inibidores seletivos de receptação de serotonina).

Seria de se esperar que os psiquiatras fossem os primeiros a divulgar tais alertas. Talvez eles tenham medo de "perder espaço" para alternativas naturais de problemas mentais — que eles estão perseguindo há décadas, concentrando o tratamento exclusivamente em uma "opção química". O Dr. Stefan Kruszewski, um psiquiatra de Harrisburg, na Pensilvania, abordou essa situação em uma carta para o British Medical Journal.

Veja mais em www.newmediaexplorer.org/sepp/2004/10/16/fda_orders_antidepressant _suicide_warnings_over_psychiatric_association_resistance.htm

overdoseOverdose de medicamentos
Dois estudos mostram que a dosagem recomendada para novos medicamentos freqüentemente é superior (até o dobro) do que o necessário. Esta prática aumentou consideravelmente desde a década de 80. Os pesquisadores ficaram surpresos, porque pensaram que a tecnologia aperfeiçoada iria diminuir a necessidade de aumentos posteriores.

No primeiro estudo de 254 novos medicamentos, aprovados pela FDA entre 1980 e 1999, a dosagem inicialmente recomendada foi reduzida em 21 medicamentos. Isso ocorreu em 15 medicamentos por motivos de segurança. No segundo estudo, pesquisadores holandeses analisaram os dados da OMS sobre DDD (Doses Diárias Definidas), de 1982 a 2000. Os medicamentos que exigiram mudanças nas DDD foram principalmente antibióticos e medicamentos para doenças coronárias.

Quais os motivos para essas mudanças surpreendentes? Será que os medicamentos foram insuficientemente testados antes da sua introdução no mercado? Será que houve overdose deliberada, a fim de obter melhores resultados iniciais para fins de marketing? Será que houve o desejo de justificar preços mais elevados? Como vamos saber? (Journal of the American Medical Association, nº 288 de 2002 / Greenhealthwatch, n º23 de 2002)

tylenolAlerta para Paracetamol (p. ex: Eraldor, Tylenol)
A FDA, o órgão que controla alimentos e medicamentos nos EUA, recomenda que no Paracetamol, o medicamento mais popular nos EUA, deve constar uma advertência de que pode prejudicar o fígado. (Dr. Vernon Coleman's Health Letter, 1.12.02 / Greenhealthwatch, 2002 nº23)

Também muitos casos de insuficiência renal
se devem ao uso do Paracetamol (Natur und Heilen 7/2003)

aspirinaAspirina
Nunca é recomendado dar aspirina a qualquer menor de 20 anos de idade, porque está comprovado que a aspirina pode causar a Síndrome de Reye (uma síndrome de encefalopatia aguda), que pode ser fatal para crianças e adolescentes.
(Kathy Duerr, Doctor mum's, 2000)

Aspirina, só acima dos 20
Quando o Ministério da Saúde da Grã-Bretanha aconselhou que não se desse aspirina para crianças pequenas, diminuiu o número de óbitos pela Síndrome de Reye (que causa edema cerebral e hepático e pode levar a coma e morte se não houver tratamento imediato). Nos EUA, a bula informa que o medicamento é contra-indicado abaixo dos 20 anos.

Colesterol elevado não é tão ruim assim...
Nos EUA, a cientista Dra. Beatrice Golomb tem uma visão interessante a respeito da onda atual de medicamentos para baixar o colesterol.

Ela questiona toda a hipótese de que colesterol seja necessariamente uma coisa ruim. "Existem fatores que podem fazer com que o colesterol mais elevado seja um benefício para o idoso", diz ela e continua "entre pessoas mais velhas, por exemplo aquelas acima de 75 ou 80 anos, um nível elevado de colesterol está, na realidade, associado a uma vida mais longa e não a morrer mais cedo."

Essa descoberta surpreendente foi feita por cientistas dinamarqueses, que analisaram o prontuário médico de mais de 700 idosos e seus níveis de colesterol. Eles verificaram que aqueles com os níveis de colesterol mais elevados viveram mais tempo — principalmente por evitar câncer e doenças infeciosas. (Lancet, 1997; 350: 1119-23)

Campanha das indústrias farmacêuticas
A NOVARTIS informou, em Basiléia, que as indústrias farmacêuticas querem lutar contra consumidores críticos. A fim de que o público aceite melhor os alimentos modificados, nove indústrias farmacêuticas — entre elas a NOVARTIS — vão produzir, em conjunto, uma página na internet e um serviço telefônico gratuito, além de videoclipes para a televisão. Para tanto, os maiores consórcios de biotecnologia querem gastar 400 milhões de francos suíços nos próximos cinco anos nos Estados Unidos e no Canadá.

charge sobre remédios caros

"O remédio não tem efeitos colaterais -
mas o preço pode causar tonturas e desmaio
."

 
 
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