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Novos
medicamentos
Novos lucros para velhos produtos
A
maioria dos novos medicamentos não passa
de medicamentos
antigos
com alguns enfeites
para justificar
o preço mais elevado.
No entanto, essas modificações multiplicam
os efeitos
adversos,
somente detectados quando
as novas versões
já foram
consumidas
por milhões de pessoas
Sempre
que o seu médico lhe receitar um medicamento, a primeira
pergunta que você deve fazer é “há quanto
tempo esse medicamento está no mercado?”. Se
ele responder “há menos de cinco anos“,
você pode estar correndo perigo de morte ao tomar o medicamento.
O crítico de medicina, Dr. Joe Collier, editor do “Drugs
and Therapeutics Bulletin” (Boletim de Medicamentos
e Terapias), calcula que apenas 60% dos medicamentos oferecem mais
benefícios do que danos, logo, quase a metade de todos
os medicamentos nos prejudica mais do que ajuda.
Os índices do Ministério da Saúde dos Estados
Unidos indicam que os médicos são nove mil vezes
mais perigosos para a saúde do que os proprietários
de armas.
Isso é comprovado pelas estatísticas. Nos Estados
Unidos, 106.000 pessoas morrem por ano devido a medicamentos vendidos
com receita médica. No Reino Unido, o número de óbitos por
mês causados por medicamentos receitados equivale ao
número de vítimas do World Trade Center, em 2001.
Isso significa que 40.000 britânicos, anualmente, são
mortos por medicamentos.
Entretanto, os óbitos representam apenas uma minúscula
parcela do desastre. Somente na Grã-Bretanha, 2,2 milhões
de pessoas são hospitalizadas ou gravemente incapacitadas — quase
sempre de modo permanente.
Os medicamentos mais antigos, já bastante experimentados
e testados, também enviam a sua quota de pacientes para
o cemitério. Entretanto, a imensa maioria dos problemas é causada
por novos produtos, ainda pouco estudados, que, na realidade, estão
sendo testados na população.
Apesar dos riscos, a maioria dos laboratórios farmacêuticos
continua a busca pela poção mágica — a
próxima pílula milagrosa que irá revolucionar
o tratamento de determinada doença.
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Fonte: What Doctors Don't Tell You, Vol 13, n.º4, julho 2002
A
face lucrativa dos novos medicamentos |
A
indústria farmacêutica é a única
indústria no mundo que vem obtendo um enorme aumento,
de 15% a 20%, na receita — ano após ano — durante
um ciclo econômico em que o restante da indústria
mundial, praticamente, não teve crescimento.
A enorme lucratividade global da indústria farmacêutica
foi destacada na lista da revista Fortune 500. Enquanto
as empresas listadas na Fortune 500 geralmente viram
seus lucros despencarem 53% durante o ano de 2001, as indústrias
farmacêuticas viram os seus lucros subirem 33%.
Coletivamente, as 10 maiores empresas farmacêuticas da
lista foram as primeiras colocadas em todas as três medidas
de lucratividade da revista. Seu faturamento foi oito vezes
superior ao lucro combinado de cada um dos outros setores da
lista.
Essa tendência continua. O total gasto em medicamentos
receitados nos Estados Unidos em 2000 foi de US$132 bilhões.
Em 2001, este valor subiu para US$175 bilhões, e continuou
subindo. |
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