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Turista alemão declarado
morto
Queriam tirar seus
órgãos, mas ele se curou!
Em
Nápoles, agosto de 1995, um jovem turista alemão chamado Martin Banach (18
anos) passava férias na Itália, quando, em Ísquia, foi atropelado por um
carro. Transportado, inconsciente, para o Hospital Cardarelli, de Nápoles,
ele foi imediatamente considerado futuro doador de órgãos: queriam
retirar-lhe coração, rins, fígados e olhos.
Felizmente, foi encontrado em seu bolso um documento de identidade com seu
endereço em Düsseldorf e alguém informou à família. O pai de Martin, que
atendeu o telefone, ouviu a incrível pergunta: "Seu filho possui uma carteira de
doação de órgãos?" Explicaram que seu filho estava em
coma, que não havia mais nada a fazer e que o hospital precisava da
autorização para a retirada dos órgãos. "Não!" gritou o pai ao telefone
"Não toquem em
meu filho!" Desesperados, os pais pegaram o primeiro avião
para Nápoles.
Algumas horas mais tarde, os pais de Martin chegaram ao hospital Cardarelli
e procuraram o serviço de reanimação, mas foram impedidos de entrar. Não
permitiram que eles vissem o filho, que recebeu apenas respiração
artificial para administrar oxigênio aos órgãos. É o que se faz com os
doadores potenciais antes da retirada dos órgãos.
No dia seguinte, os pais foram novamente ao hospital na esperança de ver o
filho, mas novamente foram repelidos. Procuraram um intérprete para serem
melhor compreendidos. Falaram com um médico, Dr. Ruggeri, que também se
recusou a lhes mostrar Martin. Angustiados, aterrorizados, os pais
telefonaram para a Alemanha a um médico amigo da família e tentaram
conseguir um avião especial para o transporte de doentes. Antes de alugar o
avião, a empresa tomou informações junto ao Hospital Cardarelli, onde lhe
afirmaram que o paciente faleceu. Nova recusa: não podem transportar
"mortos".
Enquanto o pai telefonava e passava desesperadamente apelos por fax, a mãe
montava guarda no hospital, em um corredor, diante do serviço de terapias
intensivas, onde não a deixavam entrar. Três dias mais tarde, um avião com
uma jovem médica muito decidida chegava da Alemanha. Fato inacreditável: a
própria médica não recebe permissão para ver Martin! Só depois de longas
insistências e ameaças, o Hospital Cardarelli abriu finalmente a porta de
aço atrás da qual se encontrava Martin. Estava ali. Abandonado e sem
tratamento, sozinho com o aparelho de oxigênio. "Falem com ele"
disse a médica. A mãe lhe acaricia os cabelos, o pai segura suas mãos: as
pálpebras de Martin então tremem!. Ele ainda estava em coma, mas reconheceu
seus pais! Martin foi transportado para a Clínica Universitária de Essen,
onde foi constatado um traumatismo cerebral. Já no primeiro dia, porém, ele
abriu os olhos e disse: "Quero
voltar para casa".
Atualmente, Martin terminou seus estudos e joga basquete. Ele não apresenta
nenhuma lesão permanente; está totalmente curado: "Lutarei para que ninguém retire
os órgãos de pacientes com 'morte cerebral' — diz ele — eu tive sorte, graças a meus
pais maravilhosos. Mas quantos não a tiveram?"
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Fonte: A revista suíça Orizzonti
de informação médica, nº 43, dezembro 1997.
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