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O
que realmente sabemos sobre AIDS?
Christine Maggiore
A autora é fundadora
e diretora da organização Alive & Well AIDS
Alternatives,
uma rede
sem fins lucrativos para educação,
apoio e pesquisa,
em Studio City, Califórnia.
É também autora
do livro
"E se tudo que você ouviu sobre a AIDS estiver errado?",
traduzido para cinco línguas.
Christine é mãe soropositiva saudável e não usa
medicamentos.
Estou profundamente desapontada com
pessoas progressistas, de pensamento crítico que param de
pensar criticamente quando o assunto é AIDS. As mesmas pessoas
que tomam cuidado com relatos da mídia e relatórios
do governo aceitam, sem questionar, todos os relatos e relatórios
sobre AIDS. Os mesmos ativistas que protestam contra o trabalho
de empresas químicas multinacionais aceitam seus métodos
característicos e seus produtos tóxicos como corretíssimos
quando se trata de AIDS. No rádio, em jornais alternativos
e entre as pessoas com enorme preocupação e compaixão,
só há um lado da AIDS e pouca tolerância com
qualquer pessoa que pense diferente. Parece que a AIDS é imune
ao ceticismo saudável e é capaz de tornar liberais
ardentes em convencionais ferozes e fazer seguidores submissos
os nossos líderes mais inovadores.
Como mãe soropositiva e saudável, percebo que minha
decisão de recusar medicamentos tóxicos para mim
e para meu filho provoca profundas críticas em pessoas que,
em outras situações, apóiam o pensamento
independente, uma vida natural e o direito de escolha. Como diretora
de uma organização alternativa de AIDS, gostaria
que pessoas inteligentes e interessadas saíssem do paradigma
vigente e estudassem um outro lado da AIDS. Com essa finalidade,
gostaria de oferecer aos leitores a pontinha de um imenso iceberg de
informações.
A AIDS não é uma nova doença. AIDS é um
novo nome para uma lista — que cresce cada vez mais — de
doenças antes conhecidas, não relacionadas, que incluem
infecções por fungos, diarréia, tuberculose,
salmonelose, algumas formas de pneumonia e de câncer. Essas
doenças são chamadas de AIDS somente quando uma pessoa é soropositiva,
mas todas elas também ocorrem em pessoas soronegativas.
Todas têm causas bem conhecidas e seus tratamentos não
tem nada a ver com o HIV.
A AIDS varia de país para país e de ano para ano.
Em janeiro de 1993, autoridades do governo norte-americano que
lidam com AIDS declararam que pessoas com teste HIV positivo e
contagem baixa de células T – mas sem sintoma de doença – têm
AIDS. Essa definição de AIDS "sem doença" fez
com que o número de casos de AIDS duplicasse da noite para
o dia. Desde então, mais da metade de norte-americanos diagnosticados
com AIDS não têm nenhuma doença. Apesar dessa
definição ampliada e dos gritos da mídia afirmando
o contrário, os casos de AIDS nos Estados Unidos vêm
constantemente declinando desde o segundo trimestre de 1993. É interessante
que a definição de AIDS no Canadá não
inclui o critério "sem doença" dos Estados
Unidos. Isso significa que mais de 200.000 americano s, diagnosticados
com AIDS com base na contagem das células T, não
teriam AIDS se mudassem para Toronto. Também é interessante
que os pesquisadores da AIDS reconhecem que apenas 3% das células
T humanas estão no sangue, onde podem ser contatas por testes.
Na África, onde dizem que a AIDS prevalece, não se
exige testes do HIV para o diagnóstico e a AIDS é determinada
por quatro sintomas clínicos — febre, tosse, perda
de peso e diarréia — sintomas indistinguíveis
de desnutrição, fome, tuberculose, malária
e infecções parasitárias que resultam da pobreza
e da falta de água potável. Contrário aos
Estados Unidos — onde oito de cada dez diagnósticos
de AIDS são atribuídos a homens e 88% dos casos pertencem às
categorias oficiais de "usuários de drogas injetáveis" e "homens
que fazem sexo com homens" — na África se diz
que as mulheres e as crianças são as principais vítimas.
Ao notar as diferenças entre a AIDS americana e a africana
e outras anomalias preocupantes na hipótese "HIV =
AIDS", o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki,
convidou no ano passado um grupo de peritos internacionais a participar
de uma mesa-redonda sobre AIDS. Para obter um diálogo dinâmico
e produtivo, Mbeki estendeu seu convite a médicos e cientistas
que questionam a visão convencional da AIDS. Sua tentativa
de abrir o debate sobre AIDS provocou desprezíveis e inflexíveis
ataques da mídia, acusando Mbeki de tudo — de louco
a assassino.
Relatórios da mídia sobre a África preferem
estimativas angustiantes a números concretos. Por exemplo,
estima-se que, de quatro a cinco milhões de sul-africanos,
são HIV positivos, ao passo que, de acordo com a Organização
Mundial da Saúde, o total acumulado de casos de AIDS registrados
nos últimos 20 anos naquele país está abaixo
de 15.000. Alguns ativistas da AIDS argumentam que os números
reais nada significam porque, devido ao estigma de um diagnóstico
de AIDS, "AIDS" é muita vezes omitida
nas certidões de óbito africanas. Entretanto, apesar
dessas omissões, as supostas mortes por AIDS não
estão aumentando o número de óbitos que aparecem
em outras categorias, como seria esperado. De fato, o coeficiente
geral anual de óbitos por todas as causas (inclusive AIDS)
para os dois sexos
é menos de 1% na África do Sul — um coeficiente
louvavelmente baixo para um país em desenvolvimento e quase
igual àquele dos Estados Unidos. Enquanto jornalistas proclamam
estimativas de morte e devastação por AIDS, a população
da África do Sul continua crescendo de maneira saudável
3% ao ano e a mortalidade infantil não aumentou durante
a epidemia da AIDS.
As novas declarações da mídia sobre "níveis
africanos" de infecção por HIV em São
Francisco também são baseadas em estimativas. Esses
números foram adotados em reuniões privadas de funcionários
do governo e provêm de dados indefensáveis como pesquisas
por telefone e pesquisas de rua. Enquanto as estimativas de HIV
sobem, de acordo com o setor de epidemiologia do próprio
Serviço de Saúde Pública de São Francisco,
os casos de AIDS nessa cidade declinaram de forma constante desde
1993 e os índices de HIV atingiram seu apogeu há mais
de dez anos.
Apesar das previsões alarmantes, 94% dos casos de AIDS americanos
ainda são encontrados nos grupos de risco originais. Câncer,
acidentes de carro, gripe e suicídios, cada um leva mais
vidas a cada ano do que a AIDS. Embora a mídia nos alerte
que a AIDS está aumentando nas minorias étnicas americanas,
de acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados
Unidos (U.S. Centers for Disease Control), os casos de
AIDS entre as pessoas negras vêm declinando a cada ano desde
1996.
Apesar de não existir um teste real de AIDS — testar
positivo para HIV não é equivalente a ter AIDS — o
termo errôneo "Teste de AIDS" se tornou parte do
nosso vocabulário moderno. Como mencionei, nos Estados Unidos
não é necessário estar doente para um diagnóstico
de AIDS, e os testes de HIV não estão realmente mostrando
o HIV. Os testes de HIV não mostram o vírus nem anticorpos
do HIV. Os testes de anticorpos detectam certas proteínas
que não são exclusivas ou específicas do HIV
e podem ser anticorpos produzidos em resposta a mais de 60 condições,
que incluem resfriado, gripe, vacinas, herpes, hepatite, transfusão
de sangue, parasitas, tuberculose, malária e até gravidez.
O teste mais novo — de "carga viral" —, que
pretende medir o HIV, não detecta nem quantif ica vírus
infecciosos. Na verdade, o FDA, Federal Drugs Administration (agência
norte-americana de controle de alimentos e remédios), exige
que os fabricantes do teste declarem que o teste de carga viral "não
se destina a ser usado para fazer um diagnóstico que confirme
a presença do HIV".
Além disso, os medicamentos contra o HIV podem causar a
maioria dos sintomas relacionados à AIDS. O AZT e outros
produtos químicos usados nos diversos "coquetéis
para AIDS" podem provocar cinco das doenças oficiais
da AIDS (diarréia, demência, enfraquecimento muscular,
diminuição de células T e linfoma), além
de anemia, diabete, deformações físicas, cálculos
renais, insuficiência hepática, enfarte, derrame,
paralisia, necrose óssea e morte súbita. A idéia
de que os novos coquetéis sejam responsáveis pela
diminuição dos casos e óbitos de AIDS continua
popular, porém ambos já estavam declinando antes
das drogas serem liberadas para uso.
Poderia continuar indefinidamente, mas, mesmo que tivesse espaço,
não teria tempo. Uma mãe soropositiva acabou de me
ligar de Nova York para pedir ajuda. Ela havia admitido para o
médico que parou, há um ano, de dar aos dois filhos
os medicamentos tóxicos da AIDS. Por esta razão,
a polícia lhe havia tirado os filhos esta manhã.
Não importa que as crianças estejam com perfeita
saúde e que os remédios lhes causassem diarréias
constantes, anemia, fortes câimbras nas pernas e fizessem
com que parassem de crescer. O importante na AIDS é a obediência!
Apesar da minha raiva e frustração, entendo as pessoas
com ponto de vista apaixonado retratando a visão oficial
da AIDS. Antes de começar a pensar de maneira independente,
era uma educadora para várias organizações
de AIDS e membro-fundadora da diretoria de Mulheres em Risco.
Conheço
bem o desafio emocional e social ao questionar a AIDS.
Desde que comecei esse meu novo trabalho a respeito da AIDS, conheci
centenas de pessoas soropositivas, de Los Angeles a Zimbábue,
que, apesar dos terríveis prognósticos e das pressões,
permanecem audaciosamente vivas e naturalmente saudáveis.
Ao contrário da crença popular, o que temos em comum
não é uma qualidade genética rara ou uma cepa
especial do vírus, porém uma decisão bem fundamentada
de nos liberarmos do medo pela compreensão
e seguir vivendo com saúde. Está na
hora de abrir a mente — e o coração — e
dar uma chance a nossa visão e a nossas experiências.
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Fonte: www.aliveandwell.org
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