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O erro grave da AIDS
Como foi possível
acontecer?
David Rasnick, PhD
Um pesquisador de
inibidores da protease analisa como cientistas brilhantes chegaram a considerar
doenças comuns, não-infecciosas, como sendo causadas por um vírus
inofensivo, e como atribuíram poderes fantásticos e patogênicos a esse
vírus.
A hipótese do HIV como causa da AIDS não é apenas o maior
erro científico e médico do século XX; é também o maior embaraço. Cheguei à
conclusão de que a magnitude desse embaraço representa o maior obstáculo
para a exposição dos seguintes fatos simples, claros e óbvios:
- a AIDS não é contagiosa;
- a AIDS não é sexualmente
transmissível;
- o HIV não provoca a AIDS;
- os medicamentos contra
AIDS estão matando pessoas.
É surpreendente que não exista um só estudo na vasta
literatura médica e científica mostrando:
a) um grupo de adultos ou
crianças soropositivos com vida mais curta ou pior qualidade de vida que um
grupo de adultos ou crianças soronegativos, ou
b) um grupo de adultos ou crianças soropositivos que tomem medicamentos
contra AIDS com vida mais longa ou melhor do que um grupo similar de
adultos ou crianças soropositivos que não tomem esses medicamentos.
Para contrabalançar a reação natural de descrédito,
proponho um desafio simples, que deveria minar sua crença nos axiomas
centrais da AIDS. Pense no nome de uma ou mais pessoas que, comprovadamente,
mostraram que o HIV causa AIDS, ou que AIDS é contagiosa, ou sexualmente
transmitida, ou que os medicamentos contra AIDS realmente promovem vida e
saúde. A tarefa não é descobrir uma lista de pessoas que fizeram essas
afirmações. Essa lista é bem longa. Não, a tarefa é achar os nomes de
pessoas que provam que essas afirmações são verdadeiras ou, pelo menos,
prováveis.
Estudei a AIDS desde o início e não consegui encontrar nomes nem documentos
contendo provas que sustentem os axiomas da AIDS. Na realidade, não conheço
uma só pessoa que tenha encontrado os nomes e os documentos.
Por que, então, lemos nos jornais, escutamos no rádio e vemos na televisão
a cada dia uma ladainha crescente de horrores sobre a AIDS e estatísticas
do HIV? Por que praticamente todos os médicos e autoridades da saúde
pública declaram sua lealdade inabalável ao dogma do HIV e aos axiomas da
AIDS? A resposta é simples.
A propaganda é uma indústria multibilionária porque funciona. Nos últimos
19 anos, os norte-americanos gastaram com seus impostos mais de 60 bilhões
de dólares com a AIDS. É possível comprar muita propaganda com essa
quantia. Esses 60 bilhões dos impostos não incluem os bilhões de dólares
que a indústria farmacêutica gastou em produtos direcionados à AIDS ou os
bilhões de lucro que embolsaram na venda desses produtos. Em comparação, os
norte-americanos gastaram 22 bilhões de dólares para colocar o homem na
Lua. Esse dinheiro valeu alguma coisa — chegamos à Lua. No entanto, com os
bilhões de dólares da AIDS ainda não obtivemos nenhum sucesso.
As dezenas de bilhões de dólares do HIV sustentam os mais de 100.000
médicos e cientistas que construíram carreiras e reputação simplesmente
aceitando o dogma do HIV e os axiomas da AIDS. Porém, com esse dinheiro, os
100.000 cientistas e médicos não produziram provas mostrando que os axiomas
da AIDS são fatos científicos ou, pelo menos, prováveis de corresponder à
verdade. Freqüentemente, Peter Duesberg, o famoso professor titular de
Biologia Molecular e Celular da Universidade da Califórnia, diz a respeito
dos fundos para a AIDS: "Eles
gastariam bilhões para estudar o HIV na Lua, se quisessem, mas não podem
gastar 50.000 dólares para provar que estão errados."
Se você acredita que a Ciência se dedica à livre troca de idéias e está
empenhada em um debate aberto, você tem que acordar. Uma coisa que os
críticos descobrem rapidamente é que os papas do dogma do HIV nunca
respondem às críticas específicas sobre os axiomas da AIDS.
Os poucos cientistas que questionam o dogma do HIV e os axiomas da AIDS,
rapidamente descobrem que não conseguem mais levantar fundos para suas
pesquisas. Para salvar suas carreiras, a maioria deles pára de fazer
perguntas embaraçosas e se prostra diante do ídolo de ouro do HIV. Os
poucos corajosos (ou teimosos) que defendem seus princípios são forçados a
garimpar dinheiro do jeito que for possível para continuar suas pesquisas.
No laboratório de Duesberg, por exemplo, dependemos da generosidade de
indivíduos ricos, fundações privadas e doações gerais.
Entretanto, mesmo que você obtenha o dinheiro para fazer o trabalho, não
vai conseguir publicar os resultados em nenhuma revista científica ou
médica americana e não será mais convidado para encontros profissionais. Se
você questiona publicamente o dogma HIV, corre o risco de sofrer ataques,
acusações de homofobia e de estar desencorajando as pessoas a tomar
medicamentos benéficos e usar preservativos.
Com tantas carreiras dependendo do dogma do HIV e dos axiomas da AIDS e
bilhões de dólares investidos neles, é fácil perceber o que está em jogo. Se alguns, ou
todos os axiomas da AIDS estão errados (e tenho certeza que estão), então
estamos diante do maior erro do século XX. Seria preciso coragem e
integridade sobrehumanas da parte dos inúmeros membros do governo,
diretores dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), Centros para Controle
das Doenças (CDC), médicos, cientistas, profissionais da saúde,
jornalistas, celebridades e cidadãos comuns para admitir que cometeram um
grande erro — que entenderam tudo errado a respeito da AIDS.
Muitos críticos bem informados acham que os bilhões de dólares que estão em
jogo são o maior obstáculo para terminar com a insanidade da AIDS. Esse
dinheiro é, certamente, uma poderosa arma a serviço do sistema HIV/AIDS. No
entanto, penso que são, simplesmente, o sentimento de humilhação e o medo
do ridículo o maior obstáculo para o fim desta insanidade. É o medo de estar tão obviamente errado a respeito da AIDS que
mantém a boca fechada, o dinheiro fluindo e a retórica da
AIDS subindo a picos estratosféricos absurdos.
Os médicos que sabem ou suspeitam da verdade estão envergonhados ou com
medo de admitir que os testes do HIV são inválidos e que os medicamentos
contra AIDS prejudicam e matam pessoas. Somos ensinados a temer os anticorpos
e a acreditar que anticorpos do HIV anunciam uma infecção viral letal a
surgir semanas ou anos mais tarde na pessoa, por mais saudável que esteja.
Quando você aponta aos profissionais da saúde que os anticorpos são a
própria essência da imunidade antiviral, esses argumentos provocam desprezo
ou um silêncio perplexo.
Os NIH, os CDC e a Organização Mundial da Saúde estão aterrorizando
centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro com a política temerária e
absurda de equiparar sexo à morte. Ligar o sexo à morte colocou essas
organizações numa situação impossível. Seria embaraçoso demais para elas
ter que admitir tão tarde que estão erradas, que a AIDS não é sexualmente
transmitida. Tal admissão poderia até destruir essas organizações ou, pelo
menos, pôr em risco sua futura credibilidade. A autopreservação obriga
essas instituições a, não apenas manter, mas até ampliar os erros. Isso
ajuda a aumentar o medo, o sofrimento e a miséria no mundo — a antítese de
sua razão de ser.
A única maneira de nos libertarmos do erro grave da AIDS e acabar com a
tirania do medo que o protege, é abrir um debate internacional e discutir
livremente tudo a respeito da AIDS. Teremos que descobrir um modo de fazer
isso minimizando o sentimento de vergonha daqueles que mais arrogantemente
abraçaram o modelo do HIV e o sentimento de raiva daqueles que mais
seriamente sofreram com esse modelo. Mas a raiva deve ser deixada de lado
rapidamente. É um erro destacar os vilões e quem deve ser punido. O erro da
AIDS é um fenômeno sociológico cuja responsabilidade é compartilhada um
pouco por todos.
Em última análise, o erro da AIDS não é, na verdade, relativo à saúde e à
doença, nem à ciência e à medicina. O erro da AIDS está relacionado à saúde
das nossas democracias. É pouco provável que o erro da AIDS tivesse
acontecido e se mantido numa democracia saudável, em que um debate contínuo
de todos os assuntos importantes é vigoroso e aberto, em que a crítica
floresce e os críticos não são apenas tolerados, mas encorajados e admirados.
Uma democracia saudável exige que os cidadãos mantenham um olhar crítico,
desconfiado até, sobre as instituições, de maneira a prevenir que se tornem
os regimes autônomos e autoritários que são hoje. O erro da AIDS mostra que
precisamos repensar e reestruturar nossas instituições de governo, da
ciência, da saúde, do ensino superior, do jornalismo e dos meios de
comunicação. Precisamos reestruturar os processos de editoração e
financiamento científico para que não promovam e protejam algum dogma
específico, determinada corrente de pensamento ou excluam idéias
conflitantes. Um jornalismo robusto e realmente investigativo precisa ser
ressuscitado, premiado e incentivado.
Finalmente, como cidadãos, devemos reassumir a responsabilidade pela nossa
própria saúde e bem-estar e pela saúde das nossas democracias.
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Fonte: Rethinking
AIDS, vol 8:7, julho 2000
David Rasnick tem doutorado em química e biologia pelo
Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, EUA. Trabalhou durante
muitos anos na indústria farmacêutica, desenvolvendo e pesquisando
inibidores da protease, uma família de medicamentos usados na "terapia
de coquetel" do HIV. Está trabalhando atualmente com Peter Duesberg na
Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.
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Um enigma da natureza —
eles sempre repetem isso
e ninguém sabe porquê.
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