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Uma vítima do amálgama

Residente na Califórnia, durante 24 anos Reg Miller sofreu de enxaquecas e extrema sensibilidade à luz. Em 1975, após ter gasto milhares de dólares em exames de diagnóstico, vários especialistas chegaram à conclusão de que a dor era imaginária. A essa altura, Miller usava óculos de sol com três lentes especiais e, às 10 horas da manhã, já começava a tomar aspirinas.

O estado de Miller continuou deteriorando a ponto de precisar usar 5 óculos de sol (um óculos de sol com quatro lentes sobrepostas) para poder dirigir à luz do dia. Uma hora na direção era o suficiente para deixá-lo com enxaqueca forte e persistente.

Os médicos consultados tentaram todos os tipos de bloqueadores beta e relaxantes musculares, com graves efeitos colaterais. Apenas o Midrin conseguia, de certa forma, mascarar a dor. Um especialista em enxaqueca prescreveu Ludiomil. Tomando Ludiomil à noite e 4 a 10 cápsulas de Midrin durante o dia, a vida de Miller tornou-se quase suportável.

Para sobreviver, Miller construiu um quarto especial sem janelas, cuja única iluminação provinha de uma lâmpada de 15 watts no teto. Foi nessa época que ele tomou conhecimento da toxicidade potencial de obturações de amálgama. Nenhum dos dois médicos com que Miller se tratava achou que as obturações pudessem ser a causa de problemas médicos; não recomendaram a substituição.

Por conta própria, Miller solicitou a substituição de suas obturações de amálgama, começando em novembro de 1992. Desde agosto de 1993 nenhuma de suas obturações contém amálgama. A eliminação do mercúrio produziu efeitos dramáticos. Em fins de 1993, Miller suspendeu o Ludiomil e hoje toma apenas Midrin (em doses mínimas) quando sai. Ele passa o dia todo dentro de casa sem ter que recorrer a analgésicos. Consegue, agora, enfrentar o maior sol com óculos escuros com apenas uma lente sobreposta. Embora ainda tenha enxaqueca de vez em quando, a dor é muito mais amena. A cada semana, ele se sente melhor. As dores nas costas melhoraram e ele não precisa mais usar muletas.

Atualmente, seu maior problema é conter a raiva contra um sistema que — enquanto pessoas sofrem como ele — continua repetindo que o amálgama não é prejudicial, porque vem sendo usado há mais de 150 anos.
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Fonte: Dental & Health Facts, fevereiro de 1994.


Risco para o dentista

Pesquisa recente do Instituto Karolisnka, na Suécia, mostrou que os mortos com obturações de amálgama apresentavam maior quantidade de mercúrio no tecido do cérebro e dos rins. Revelou também que o nível de mercúrio na glândula pituitária dos dentistas que trabalham com amálgama era 40 vezes maior do que na população em geral. No início de 1990, o governo da Suécia recomendou que os dentistas não empregassem amálgama ao obturar os dentes das gestantes.
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Fonte: Janet Breuer em Der Naturarzt, 4/90.

 
 
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