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Cavalos também
respondem
aos florais de Bach
Sabemos que animais domésticos — gatos, cachorros etc. —
respondem a um tratamento com os florais de Bach. A entrevista com uma
terapeuta de equitação em Arlesheim, Alemanha, revela que as essências
florais também podem ser aplicadas em cavalos.
O que significa terapia de equitação?
A terapia de equitação pode fazer parte da terapia global de
deficientes físicos e mentais e pode ser valiosa na fisioterapia. Para
pessoas com grave comprometimento das funções motoras, epilépticos,
autistas e pessoas com deficiência mental leve a profunda, a equitação com
cavalos, especialmente treinados, tem ajudado muito.
Quais são as qualidades exigidas do animal para esse
trabalho difícil?
Em primeiro lugar, precisamos de um animal inteligente, que tem vontade
de aprender e trabalha de maneira confiável. Isto só é possível com animais
saudáveis. O pequeno grupo de animais com que trabalho — um árabe, dois
conemaras e um islandês — passa a maior parte do tempo ao ar livre, em
cavalariça aberta. Até o árabe tem saúde perfeita, graças ao trato natural
— apesar da umidade, da chuva e do frio.
E quando surge uma doença?
Em primeiro lugar, são os ferimentos que prejudicam bastante a saúde
dos animais, por exemplo, nas pernas e nos cascos. Há feridas de mordidas
em conseqüência de lutas pela ordem hierárquica. As feridas são limpas,
cobertas com pomada e, no pior dos casos, suturadas. Entretanto, há algum
tempo utilizo os florais de Bach quando um animal se fere repetidas vezes e
suponho que a causa seja emocional. Ou então, quando surgem os temidos
eczemas, contra os quais existem medicamentos químicos, que, no entanto,
muitas vezes não curam realmente.
Como reagem suas colegas quando a senhora propõe uma
terapia com essências de flores?
Elas reagem de maneira bem humana, às vezes cética. Afinal, estou chegando
com uma garrafinha que, aparentemente, contém apenas água. Mas elas também reagem
com tolerância e posso realizar o tratamento. Assim como o próprio
distúrbio, todas percebem o resultado.
Foi através do tratamento de seres humanos que a
senhora chegou aos experimentos com animais. Utiliza essências florais
idênticas?
Sim e não. Há distúrbios que evoluem de maneira parecida no homem e no
animal. Nesses casos, utilizo as mesmas essências. Mas é preciso evitar uma
humanização dos animais. Devemos observar tudo que sabemos de uma espécie
animal. No caso de um cavalo, por exemplo, devo conhecer seu lugar no
bando, as características próprias da raça e as qualidades de seu caráter.
Poderia dar um exemplo?
Sim, com prazer. O comportamento do líder do bando, Valur, mudou
profundamente após a venda de seu amigo. Se antes parecia juvenil e
combativo, apesar dos seus 27 anos, de repente, amoleceu e passou a
participar de quase tudo passivamente. No decorrer do ano, consegui
reativar suas forças vitais com essências florais. Hoje ele está bem
novamente, e, apesar da idade avançada, continua sendo chefe do bando.
Para detectar alterações do comportamento, precisamos
de uma relação profunda com o animal. Manifestações físicas de um
desequilíbrio interior certamente podem ser detectadas com maior
facilidade?
Um bom exemplo disto é o garanhão Mervin, que acabou de chegar. Após uma
cirurgia da garganta, ele passou a não permitir o trato na barriga e nas
pernas traseiras: ele reagia com pânico a qualquer toque. Além disso,
surgiu um eczema na inserção da crina e no pescoço — apesar da profilaxia —
até que, por fim, toda a região estava inflamada e escoriada. Nesse
momento, recorri a uma mistura de florais e o tratei até que ficou apenas
uma leve escamação.
Como administra as gotas?
Eu simplesmente as coloco no respectivo bebedouro no estábulo. Quando eles
estão no pasto, acrescento as gotas à ração. Mas é preciso evitar que algum
outro animal coloque o nariz nessa ração.
O organismo de um cavalo é bem maior que o do homem.
Isto representa algum problema?
Se não tivesse feito as experiências pessoalmente, ainda hoje
estaria me perguntando se um animal grande precisa de mais gotas ou não.
Não é o caso. As essências fazem efeito, mesmo quando por algum motivo a
administração não ocorre com a dose ideal. Porém, o uso deve ser contínuo.
Existem outras áreas de aplicação dos florais de Bach
em animais?
Estamos experimentando um spray
inseticida, utilizado contra as moscas-dos-estábulos. Afinal, os animais
não podem ficar inquietos durante o trabalho. Antes, utilizávamos produtos
que causam bastante irritação às mucosas, além de serem muito oleosos.
Assim, era preciso esguichar os animais após o trabalho. Tudo isso é
desnecessário usando spray
inseticida: ele não irrita as mucosas, tem cheiro agradável, não deixa o
pêlo empastado e evapora espontaneamente. E o efeito é óbvio: os bichos
deixam os cavalos em paz por até duas horas. E este é o tempo que
trabalhamos em conjunto com os pacientes e os animais.
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Fonte: Vita
Sana 1/97.
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