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O plasma
de Quinton
Xavier Bouillot
Hoje, o nome de René Quinton
pouco significa. Mas, para quem conhece o homem e sua obra, esse
esquecimento é tão espantoso quanto ignorar Einstein
e a teoria da relatividade! É importante mostrar as incríveis
teorias que deram origem à descoberta do “plasma
de Quinton" e às amplas aplicações terapêuticas
da água de mar.
René Quinton (1866 - 1925) era uma dessas pessoas que possuem
cultura enciclopédica, que se interessam apaixonadamente
por mil coisas e aplicam a tudo seu espírito inventivo e
sua imaginação. Foi admirado por suas descobertas
no campo da medicina e da biologia, por seu senso prático
na criação de dispensários marinhos, por diversas
invenções, por sua contribuição ao
desenvolvimento da aviação francesa e dos planadores,
assim como por seu heroísmo durante a Primeira Guerra Mundial.
Quinton criou um método terapêutico muito avançado
para o seu tempo e causou verdadeira revolução na
maneira de compreender a origem da vida e as teorias da evolução.
A água do mar: meio vital
Quinton formulou a hipótese de que “a vida animal,
que começou como uma célula no mar, manteve através
de toda a evolução zoológica as células
que compõem cada organismo num ambiente marinho.”
Isso serve tanto para as espécies marinhas quanto para as
de água doce ou terrestre. Esse meio vital é externo
nas primeiras espécies (o mar) e interno nas que vieram
depois (sangue e linfa).
Uma longa série de experimentos com várias espécies
confirma essa hipótese e estabelece a lei da constância
marinha. Uma demonstração muito famosa foi mergulhar
glóbulos brancos, que não resistiam a nenhum meio
artificial, na água do mar. Eles conseguiram viver lá perfeitamente.
A análise minuciosa da água do mar e do meio vital
tornou possível a Quinton descobrir mais 17 elementos raros,
além dos 12 já conhecidos em sua época. Ele é claramente
o precursor da teoria dos oligoelementos, sendo um dos primeiros
a mostrar sua necessidade para o bom funcionamento do organismo.
O estudo da concentração desses sais minerais no
meio vital de espécies diferentes permitiu a Quinton estabelecer
uma lei de constância salina (ou osmótica): as espécies
recentes têm um meio vital com o teor de salinidade dos oceanos
primitivos (7 a 8/1000). As mais antigas, permeáveis ao
meio externo, acompanharam a transformação da concentração
salina dos oceanos (35/1000).
A partir dessa lei, Quinton concluiu que a água do mar isotônica
(ou seja, com o teor de salinidade apropriado para a espécie)
pode substituir o meio vital de um organismo. Essa hipótese
extraordinária é confirmada de maneira espetacular
por Quinton, que substitui publicamente o sangue de um cachorro
pela solução apropriada de água do mar. No
dia seguinte, o cachorro já andava e, oito dias depois,
estava completamente regenerado pela solução injetada.
Esse cachorro só morreu cinco anos mais tarde, em um acidente.
O ponto fundamental da lei de constância salina de Quinton é que
a vida animal (e, portanto, a vida humana) — surgida na água
do mar — conservou em todos os organismos um meio marinho
para as células, de maneira que elas continuam a viver como
peixes na água do mar.
Devido a essa identidade entre o meio interno (meio vital) e a água
do mar isotônica, é possível estimular as
forças vitais de qualquer organismo, regenerando seu meio
vital enfraquecido — do qual se nutrem as células — por
meio da água do mar pura, de composição
equilibrada e completa. Assim que o meio vital recupera sua vitalidade
original, as células podem novamente retirar dele os elementos
necessários
para seu bom funcionamento e vencer as doenças (desequilíbrios
do organismo).
O meio vital é parte importante do terreno do indivíduo.
Talvez seja, simplesmente, “o” terreno. Regenerando
o meio vital pela água do mar isotônica, o doente
reconstrói seu terreno de uma só vez.
É possível trabalhar ao mesmo tempo em dois planos: estimular
as defesas do organismo — reforçando ou renovando o terreno, isto é,
o meio vital — e, também, lutar contra vírus e micróbios
para ajudar um organismo enfraquecido a vencer o “inimigo”.
Os dispensários marinhos
Diante da mortalidade infantil muito elevada (cólera, tifo,
diarréia etc.), René Quinton criou dispensários
marinhos para tratar de lactentes e crianças pequenas. O
plasma de Quinton (água do mar isotônica) em injeções
era o único tratamento (acompanhado de uma dieta natural).
Os resultados eram imediatos e espetaculares: crianças à beira
da morte, recusando qualquer alimentação, comiam
em pouco tempo após a primeira injeção do
plasma de Quinton e começavam a ganhar peso. O “Quinton” ficou
famoso imediatamente. Surgiram dispensários em todas as
cidades da França e também no exterior. Quinton tornou-se
conhecido mundialmente e aclamado benfeitor da humanidade. Erradicou
com sucesso várias epidemias de cólera infantil,
especialmente na Itália e no Egito.
O Dr. Jean Jarricot, que abriu o célebre dispensário
marinho de Lyon, sintetizou suas rigorosas pesquisas com milhares
de crianças no livro “Le dispensaire marin, un
organisme nouveau de puériculture” (O ambulatório
marinho, um novo órgão de puericultura). Esse livro
continua sendo uma mina de ouro de informações práticas
sobre as aplicações terapêuticas do plasma
de Quinton adaptadas a cada doença. Muitos criticaram a
cura marinha de Quinton por ignorância, quando o método
foi mal usado ou mal dosado, quando a água do mar foi impropriamente
tratada ou mesmo substituída por simples soro fisiológico
cuja composição está longe de ser a do plasma.
A polivalência: um defeito?
A água do mar isotônica não trata apenas crianças,
embora se tenha dado prioridade a essas aplicações.
Ela produziu resultados notáveis em casos de anemia, doença
de pele, tifo, desidratação, distúrbios do
sistema nervoso, doenças hereditárias, abortos, problemas
intestinais, raquitismo, anorexia, toxemia e, também, como
diluente para antibióticos.
Essa polivalência do plasma se deve ao tratamento do terreno
que é regenerado, não importando qual a doença
ou vírus em questão. A pluralidade de efeitos é mal
vista pela indústria farmacêutica, que produz centenas
de medicamentos por moléstia. Ela sofre a concorrência
de um produto que, embora não seja uma panacéia, é “policurativo” e
custa quase nada.
Diversos médicos consideram hoje que as doenças chamadas
da “civilização” são doenças
de carência, resultantes de um meio vital enfraquecido, desequilibrado,
incapaz de suprir as necessidades vitais das células que
deve alimentar. A medicina convencional estimulou o prodigioso
desenvolvimento do mercado mundial de sangue para transfusões,
enquanto o plasma de Quinton constituía uma alternativa
mais sadia e eticamente mais aceitável.
Superioridade da água do mar
A água do mar isotônica (plasma de Quinton) e hipertônica
(Quinton via oral) são produtos insubstituíveis.
Por sua própria natureza, estão em osmose com o organismo
e fornecem a totalidade dos oligoelementos, numa dosagem e na forma
que corresponde exatamente ao necessário.
Quinton reproduziu todas as experiências que realizou com
o plasma de Quinton com outros produtos, especialmente o soro fisiológico.
Todos os resultados confirmaram a nítida superioridade do
plasma marinho. Mesmo uma solução de água
do mar, obtida evaporando metade de seu volume e depois acrescentando água
destilada, não produz os mesmos resultados como o plasma
feito com água do mar selecionada e água de fonte.
Isso porque os sais na água do mar e em nosso organismo
contribuem para uma ação coordenada: falamos de sinergia.
René Quinton fez pesquisas e mais pesquisas antes de determinar
exatamente como a água do mar deveria ser captada, esterilizada
a frio e diluída para obter um produto 100% de acordo com
suas exigências. Compete aos médicos de hoje apreciar
seu espírito de síntese e trabalhar para a unidade
da medicina a serviço da saúde.
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Fonte: Trechos da revista “Le Lien”, 1990.
O SEGREDO
DAS NOSSAS ORIGENS
André Mahé
A&A&A/Quinton Brasil,
Rio de Janeiro,2002, 170 p |

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Descrição
dos trabalhos de René Quinton utilizando a água
do mar pura, isotônica, no combate à mortalidade
infantil. Ele ficou famoso curando as crianças em
seus dispensários marinhos de cólera, tifo,
diarréia etc |
Cirurgia
sem transfusão
Aquilo que era uma convicção religiosa das
Testemunhas de Jeová está se tornando uma preferência
dos médicos de ponta. O instituto de pesquisas de Englemond,
EUA, está liderando 50 hospitais americanos onde os cirurgiões
não recorrem mais à transfusão. Esses estabelecimentos
propõe um leque de técnicas que reduzem as perdas
sangüíneas. No caso da perda de sangue de 90% é,
segundo eles, ainda possível evitar a transfusão,
por meio da suplementação de ferro e vitaminas em
doses elevadas, assim como a eritropoietina de síntese,
que estimula a fabricação de glóbulos vermelhos
na medula óssea.
É pena que não se fala das transfusões de substituição
pelo soro de Quinton (água do mar esterilizada e diluída a 1/5)
que foi usada com sucesso durante um quarto de século.
Em novembro de 2001 o Dr. Edwin Deitch, diretor do Hospital Universitário
de Nova Iorque, EUA, declarou: "As técnicas sem
transfusão usadas para as Testemunhas de Jeová mostraram
como estes se recuperaram melhor das operações do
que aqueles que receberam transfusão". (http://www.chez.com/12lois/coeur/vsp.html)
Veja também www.amessi.org
(Association de Médicines Evolutives
Santé
et Sciences
Innovantes, pesquisadores famosos
e descobertas importantes) |
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