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Jejum
e Chernobyl
Christian Tal Schaller e Johanne
Razanamahay
Sob a influência do célebre
fisiologista Ivan Pavlov, o jejum foi
amplamente utilizado na Rússia, desde 1920. Em 1934, o professor
Sutkovoy organizou um jejum coletivo de
três dias para erradicar uma epidemia de gastrenterite na
marinha russa. Após a Segunda Guerra Mundial, Nokolaiev,
autor de Le Jeûne pour la Santé (O jejum para
a saúde), deu origem às primeiras sessões
de jejum nas clínicas moscovitas,
inclusive nas clínicas psiquiátricas. Pensou-se até em
introduzir o jejum no programa
da educação nacional.
Mas só após a tragédia de Chernobyl o jejum despertou
o máximo de interesse no corpo médico. O hematologista
A.I. Vorobyev, ministro da Saúde da Rússia em 1991
e 1992 quando ocorreu a catástrofe e autor de Avant
et après Tchernobyl, le point de vue d’un médecin (Antes
e depois de Chernobyl, o ponto de vista de um médico), recomendou
o uso do jejum terapêutico nas
pessoas atingidas pela radiação. Constatou que o jejum teve
excelentes resultados nos casos de doença aguda devido à
radiação, em que nem os enxertos de medula nem os
antibióticos foram eficazes. Pela primeira vez na história,
a prática do jejum mostrou-se
capaz de triunf ar sobre males que as terapêuticas americanas
ou japonesas mais modernas não puderam curar.
Eis o depoimento de um médico russo: “Não
sei o número de vítimas de Chernobyl curadas pelo jejum.
Mas vi uma, em Ternopol, que veio para uma consulta de controle.
Tratava-se de um bombeiro da primeira equipe. Eles tinham tomado
um quarto de litro de vodca, antes de serem enviados para o local
de acidente! Alguns dias mais tarde, ele estava no célebre
hospital de Moscou, em que o doutor Gouskova fazia uma seleção
por andares, de acordo como o prognóstico. Aqueles que pareciam
condenados a uma morte certa eram mandados para o sétimo
andar. Esse paciente foi enviado para o sexto andar, onde ele jejuou
cinco vezes. Quando o encontrei, estava completamente curado. Não
apresentava a habitual depressão provocada pela radiação.
Seus olhos sorriam”. Os especialistas em jejum na
Rússia reco mendam sempre jejuns em que é permitida
apenas a ingestão de água, chamados de RTD em russo
(Terapia dosada de desintoxicação).
O doutor Shumilov conseguiu definir e isolar uma série de
sintomas provocados pela radiação
crônica em pequenas doses, denominada “doença
de Shumilov” e criou uma terapia alternativa que utiliza
principalmente o jejum terapêutico.
Ele declara: “As vítimas do desastre
de Chernobyl são orientadas a fazer regularmente curas de
desintoxicação pelo jejum, com alimentação
predominantemente vegetal entre as curas. Para controlar o grau
de desintoxicação, utiliza-se a dosimetria individual
de excreção das radiotoxinas, segundo a espectometria
das emanações corporais”.
Hoje, Shumilov recomenda o jejum preventivo em
domicílio para todos — principalmente aos pais antes
da concepção de um filho. Ele lembra que, desde a
segunda guerra mundial, 600 toneladas de plutônio estão
espalhadas praticamente no mundo inteiro e que todos devem viver
com essa herança de uma tecnologia que é muitas vezes
encarada de forma leviana. Não devemos esquecer que as estatísticas
mostram que 12 anos de testes nucleares na atmosfera produziram
uma radiação equivalente a 98 acidentes do tipo Chernobyl!
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Fonte: Pratique du jeûne holistique (Prática do jejum
holístico).
JEÛNE
Jejum
Christian Tal Schaller
e Johanne Razanamahay
Vivez Soleil, Genève, Suiça,
2004, 189 p |

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O jejum holístico, verdadeira "cirurgia
sem bisturi" oferece um caminho extraordinário
para desintoxicar o organismo e restabelecer todas as suas
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Jejum para TPM e menopausa
Adquiri experiência clínica
e pessoal com o jejum, ao dirigir, ao longo de oito anos na Tailândia,
programas praticando o jejum durante 7, 10, 14 e 21 dias,. Acompanhei
o jejum de mais de 1.600 pessoas de todos os países e de todas
as idades. Todas as mulheres que apresentavam sintomas de TPM e jejuavam
de 4 a 15 dias, a cada poucos meses, sentiam e continuaram sentindo
os benefícios milagrosos do jejum.
Constatei, que o jejum com lavagens intestinais — começando ao sentir
os primeiros sintomas da TPM e continuando durante alguns dias — como sendo
o meio terapêutico melhor para eliminar esses sintomas.
Também constatamos, que com o jejum periódico — durante alguns
anos antes da menopausa — os sintomas desagradáveis que aparecem
durante esse período da vida, desaparecem ou diminuem sensivelmente. (Hillary
Adrian Hitt, Tailândia, www.dharmahealing.com ) |
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