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Médico
ou paciente: quem decide?
A cura:
um processo interior
Estudos americanos importantes mostraram
que o fator mais importante para o tempo de sobrevida do doente
não é o tipo de tratamento utilizado, mas sim,
saber QUEM havia tomado as decisões terapêuticas!
O Dr. Cristian Tal Schaller derruba algumas idéias preconcebidas...
Se
os médicos tivessem decidido
tudo para o paciente e se este tivesse se contentado em obedecer
ao corpo médico, os resultados de cura e de sobrevida teriam
sido bem piores que se o doente tivesse tomado as rédeas
de seu processo terapêutico e escolhido, ele mesmo, o que
queria fazer. Esses estudos mostraram que os pacientes rebeldes — aqueles
que recusam qualquer tratamento — fogem do hospital pela
janela, saem do consultório batendo a porta. Esses pacientes
indisciplinados, contestadores, refratários aos procedimentos
terapêuticos que querem lhes impor, têm sobrevida muito
mais longa do que os doentes obedientes, que seguem ao pé da
letra o tratamento que foi prescrito.
Isso nos leva ao ponto-chave de um drama importante. No século
XX adquiriu-se o hábito de avaliar a eficácia dos
tratamentos médicos em função de pesquisas
padronizadas, nas quais se submete um lote de doentes que receberam
o mesmo diagnóstico, os mesmos tratamentos, comparando
esse lote a um outro, que compreende doentes que recebem um placebo,
ou seja, uma substância inativa. Chama-se a isso de método "duplo
cego", já que nem os médicos, nem os pacientes
sabem se o produto utilizado é ativo ou não. Esse
método é considerado científico, privado de
qualquer fator de erro, uma vez que elimina o fator humano.
Uma cobaia dócil
Realmente, ele é um monumento impressionante que mostrará ostensivamente às
gerações futuras a que aberrações a
medicina racionalista de nosso tempo pôde conduzir, a que
desumanidade terrível ela pôde chegar. Nesse sistema,
o doente não é mais um indivíduo composto
de um corpo, um coração, uma cabeça e uma
alma — um indivíduo único com suas particularidades
específicas. Não, ele é apenas um
número
tirado de uma pesquisa totalmente desprovida de calor humano e
daquilo que deveria ser, em terapêutica, o fator mais importante:
o entusiasmo do doente e de seu médico em uma aventura comum
rumo à cura. Nos programas racionalizados dessas pesquisas
científicas, o doente não passa de uma cobaia para
a ciência, e não se levam em conta sua vida pessoal,
suas emo&cce dil;ões, suas crenças e suas esperanças.
Nessas pesquisas, só conta o resultado sobre a doença.
Observa-se, por exemplo, se o tumor regride, sem qualquer preocupação
com a qualidade de vida do paciente. E vê-se assim, um número
alucinante de doentes arrastarem-se durante meses, esgotados e
sofrendo de mil males, mas persuadidos pelo corpo médico
de que o único tratamento válido para eles é essa
quimioterapia que os corroem por dentro e os faz sofrer muito mais
do que o tumor que justificou o tratamento. Os doentes ignoram
que existem terapias eficazes e não-tóxicas, pois
essas são excluídas de todos os centros oficiais,
sob o pretexto de que não são científicas.
Elas são ridicularizadas aos olhos do público pelos
jornalistas pagos pela indústria farmacêutica para
falar apenas dos produtos testados em pesquisas duplo cego. Milhões
de doentes são assim sacrificados no altar de uma medicina
puramente materialista, que só acredita nos tratamentos
químicos, pretensamente científicos, uma vez que
provêm de estudos efetuados em grandes grupos, sem levar
em conta o fator individual.
Nem os doentes, submetidos a uma vida infernal em virtude dos efeitos
colaterais tóxicos da quimioterapia que recebem, nem os
médicos que os colocaram em verdadeiros "campos de
concentração" da medicina — e foram convencidos
pela toda-poderosa indústria farmacêutica de que apenas
a química pode curar — levam em consideração
as pesquisas de que falamos, essas pesquisas que dão novamente
o poder de cura ao doente, mostrando que é ele,
e apenas ele, o artesão de sua cura e que a questão
importante não é: "qual é o tratamento
mais eficaz?", mas sim "quem decide?".
Basta que o médico que dirige um teste terapêutico
seja dinâmico e saiba transmitir sua fé na vida aos
seus pacientes, para que esses últimos, quaisquer que sejam
os medicamentos utilizados, se sintam melhor e mobilizem suas forças
de cura. Inversamente, o mesmo medicamento dado por um médico — que
não usa o coração e trabalha em um hospital
carente de calor humano — não dará nenhum resultado
positivo.
Como pudemos esquecer estas verdades que o bom senso impõe,
mas que o templo médico-farmacêutico conseguiu afastar,
para nos fazer acreditar que a cura era fruto de nossa docilidade
frente a seus sacerdotes e a seus dogmas?
Se eu creio ser vítima da doença — por "pura
fatalidade" — acredito que apenas uma intervenção
externa, um medicamento ou uma operação médica
poderão me curar. Se eu compreendo que foi meu modo de
vida desequilibrado que levou à intoxicação
de meu organismo e que este utiliza a doença para se despoluir,
então percebo que a cura é fruto desse trabalho de
auto-cura efetuado pelo meu organismo com sabedoria e eficácia.
Uma nova religião
A indústria médico-farmacêutica conseguiu, em menos
de um século, retomar a tocha que a Igreja brandia. Servindo-se
do mesmo medo da morte que deu origem ao mercado das indulgências, ela
ofereceu — para acalmar os temores dos ocidentais materialistas — seu
arsenal de pílulas e de tratamentos científicos em aventais brancos.
A ciência racionalista tornou-se a nova Igreja provedora de esperança,
trocando pelo dinheiro do povo as promessas de milagres que seus tratamentos
poderiam fazer. Foram feitos investimentos gigantescos nas igrejas-laboratórios
e nas igrejas-hospitais, a fim de que, por meio de suas missas químicas
e cirúrgicas, pudessem afastar de nossas vidas o sofrimento e a morte.
Hoje, a igreja médico-farmacêutica é toda-poderosa.
Ela reina sobre o mundo econômico e político. Com
uma mão, ela aterroriza as massas com as doenças
que ela aponta com o dedo (vejam o fantástico balé que
ela organizou com a AIDS, que é apenas um novo nome para
doenças que antes existiam sob nomes diferentes), com outra,
ela promete a vitória em breve, graças à pesquisa,
da qual nascerá o medicamento ou a vacina milagrosa que
resolverão o problema, sem que nenhum doente tenha necessidade
de mudar seus hábitos de vida.
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Fonte: Biocontact, abril de 1997
Veja também o site www.santeglobale.info |
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