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Diagnóstico:
Meningite
Gerhard Orth
Em 17 de junho de 1983, adoeci — era
meningite causada por bactérias. Essas bactérias
se multiplicam com rapidez enorme e atacam o sistema nervoso central. À noite,
senti leve dor de cabeça e algumas pontadas na nuca. A dor
foi aumentando até se tornar insuportável. Todos
os medicamentos contra dor de cabeça que encontrei na farmácia
caseira falharam. Fui dar uma volta no bosque e tentei fazer exercícios
de alongamento em um galho — tudo em vão. Na manhã seguinte,
acordei com tanta dor que nem podia me arrastar pelo quarto, onde
meu filho me achou caído. Minha esposa chamou o médico
que viu meu pescoço enrijecido e constatou: “meningite”.
A ambulância me levou ao hospital, onde uma médica
já estava esperando para fazer uma punção
lombar. Depois, fui colocado na cama e instalaram um soro com antibiótico.
Quem iria vencer — o remédio ou a doença? As
dores terríveis se alastraram da cabeça pela nuca,
pelo corpo inteiro, até braços e pernas. Eu me virava
sem parar, tentando achar uma posição menos dolorida.
Os medicamentos não faziam o menor efeito. Durante dez dias
tive dores ininterruptas que aumentavam cada vez mais. Os antibióticos
mataram a minha flora intestinal, as fezes eram quase negras e
eu emagrecia um quilo por dia. A comida, que engolia com muito
sacrifício, tinha gosto de palha. Certa noite, tomei um
banho para diminuir as dores. O plantonista disse que me prenderia
na cama se eu tentasse isso novamente.
No décimo dia, as dores estavam tão insuportáveis
que chamaram o neurologista interno do hospital. Ele entrou no
quarto, fechou a porta e disse: “Caro colega, tente lembrar
de alguma terapia, pois está perdido. Fizemos tudo que poderia
ser feito e não sabemos mais o que fazer.” Depois
sumiu.
Em situações como essa, sempre me dirijo à Força
Superior. Também agora pedi a Deus que me desse uma inspiração.
Alguns minutos depois lembrei dos livros do Dr. Jarvis: “Folk
Medicine” (Medicina popular) e “Arthritis
and Folk Medicine” (Artrite e medicina popular). Dr.
Jarvis, médico dos Estados Unidos, curava pessoas e animais
com vinagre de maçã. Minha esposa estava me visitando
e lhe pedi que comprasse uma garrafa de vinagre de maçã orgânico.
Na manhã seguinte, sentei diante do lavatório, enchi
a pia com água morna e acrescentei um jato de vinagre. Durante
o dia todo esfreguei o corpo inteiro com um pano molhado nessa
solução. Nos intervalos, bebi cinco copos com água
morna, duas colheres de sopa de vinagre de maçã e
um pouco de mel puro de abelhas.
Enquanto me lavava senti algo estranho no meu interior: senti uma
enorme mudança no corpo dolorido. À noite, fui cambaleando
para a cama e caí num sono profundo, do qual o padre, que
veio meia hora depois para me consolar, não conseguiu me
acordar. Na manhã seguinte, acordei com a médica-chefe
da clínica e sua equipe parados na porta olhando para mim
espantados. Pedi meu café da manhã. Completamente
perplexa, ela perguntou: “Ainda tem dores?” “Não,
estou ótimo”, respondi. “Tire a roupa,
por favor. Meu Deus! Todas as manchas vermelhas sumiram! O que
foi que o senhor fez, Dr. Orth?”
“Ali está uma garrafa de vinagre de maçã pela metade,” eu
respondi, “a outra metade misturei com água morna e me lavei
com ela; além disso, tomei cinco copos dessa mistura com um pouco de
mel. Não sinto mais nada!” A médica virou-se para
a equipe e disse: “É melhor terem aulas com o Dr. Orth, pois
não posso ensinar-lhes mais nada.”
O que havia acontecido? Ácidos orgânicos se decompõem
no organismo em dióxido de carbono e um resíduo alcalino
provocou uma forte alcalose. Os meningococos não suportaram
essa mudança de ambiente. Após quatro dias, tive
alta.
Para ajudar os doentes, utilizo hoje o vinagre de maçã para
candidíase (micoses internas e externas) e para distúrbios
do metabolismo. Fricções com vinagre de maçã diluído
também são eficazes e produzem um efeito positivo
sobre o estado geral físico e psíquico. Em nenhum
caso houve efeitos colaterais. O Dr. Jarvis também recomendou
o uso interno e externo do vinagre de maçã orgânico
para casos de reumatismo.
Temos um meio barato e eficaz à nossa disposição
para combater a acidose (excesso de acidez no organismo) a curto
prazo. Entretanto, a longo prazo, o equilíbrio ácido-básico
do organismo precisa ser estabilizado pela alimentação
rica em frutas, saladas, germes e brotos crus, evitando produtos
animais, farinhas brancas e açúcar.
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Fonte: Der Naturarzt, nº 9, 1992, Weilrod, Alemanha. O Dr.
Orth é químico, consultor da indústria química
e farmacêutica. Realiza pesquisas na área de intercorrências
geofísica. |
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