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Vacinação
contra doenças:
uma bomba relógio médica
Dr. Robert S. Mendelsohn
A maior ameaça nas doenças
da infância
são os perigosos e ineficazes esforços para evitá-las
Ao escrever sobre os riscos da vacinação
em massa, sei que se trata de um conceito difícil de aceitar.
A vacinação tem sido apregoada de forma tão
engenhosa e agressiva, que a maioria dos pais acredita ser ela
o "milagre" que eliminou muitas das doenças antes
temidas. Assim, parece loucura alguém querer opor-se à vacinação.
Para um pediatra, atacar o que se tornou o "feijão
com arroz" da prática pediátrica é o
mesmo que um padre negar a infalibilidade do papa.
Justamente por isso, peço que os leitores mantenham a mente
aberta enquanto exponho meu caso. Muito daquilo que as pessoas
acreditam a respeito das vacinas simplesmente não é verdade.
Eu não só tenho sérias dúvidas sobre
a vacinação, como também faria todo o possível
para que as pessoas não vacinassem seus filhos. Entretanto,
não posso fazer isto, pois, em muitos estados americanos,
os pais perderam o direito de fazer tal escolha. Médicos — não
políticos — fizeram o bem-sucedido lobby para
aprovação da lei que obriga os pais a vacinarem seus
filhos como pré-requisito para matriculá-los na escola.
Mesmo em tais estados, porém, os pais podem tentar persuadir
seu pediatra a eliminar o componente referente à pertussis
(coqueluche) da vacina tríplice (DPT). Esta imunização,
que parece ser a mais ameaçadora de todas, gera tantas controvérsias
que muitos médicos estão ficando apreensivos quanto
à aplicá-la, temendo um processo por imperícia
médica,
pois em um caso ocorrido em Chicago, uma criança prejudicada
pela vacina contra coqueluche recebeu uma indenização
de cinco e meio milhões de dólares.
Embora eu mesmo tenha aplicado as vacinas nos meus primeiros anos
de prática, me tornei um oponente ferrenho à inoculação
em massa por causa dos inúmeros riscos que apresenta. Vou
resumir minhas objeções ao zelo fanático com
que pediatras injetam cegamente proteínas estranhas no organismo
da criança, sem saber que danos podem causar.
Motivos da minha preocupação
1. Não existe prova científica
convincente de que a inoculação em massa eliminou
alguma doença infantil. Embora seja verdade que a incidência
de algumas doenças infantis, antes comuns, tenha diminuído
ou desaparecido desce a introdução das inoculações,
ninguém sabe por que, embora melhores condições
de vida possam ser a causa. Se a vacinação foi responsável
pela redução ou desaparecimento dessas doenças
nos Estados Unidos, devemos perguntar por que elas desapareceram
simultaneamente na Europa, onde não ocorreram vacinações
em massa.
2. Acredita-se, de modo geral,
que a vacina Salk (injeção que contem o vírus
morto) foi responsável por sustar as epidemias de poliomielite
que ameaçavam as crianças americanas nas décadas
de 40 e 50. Neste caso, por que a epidemia também teve fim
na Europa, onde as vacinas contra poliomielite não eram
tão empregadas? E, mais importante, por que a vacina Sabin
(gotas que contêm o vírus vivo) ainda é administrada,
quando o Dr. Jonas Salk, pioneiro da primeira vacina, tem alertado
que agora a maioria dos casos de poliomielite é conseqüência
da vacina Sabin? Continuar a forçar esta vacina em crianças é um
procedimento médico irracional. É uma reprise da
relutância dos médicos em abandonar a vacina contra
varíola, única causa de óbitos por varíola
durante três décadas após sua erradicação.
3. Há riscos graves associados à cada
vacinação e numerosas contra-indicações que tornam
as vacinas arriscadas para as crianças. Entretanto, os médicos
aplicam as vacinas rotineiramente, sem informar os pais sobre os riscos e
sem determinar se a vacina é contra-indicada para a criança.
Nenhuma criança deveria ser vacinada sem esta determinação.
No entanto, formam-se rotineiramente nos postos grandes filas de crianças
para serem vacinadas sem que se pergunte nada aos pais!
4. Os inúmeros riscos, a curto prazo,
da maioria das vacinas são conhecidos (mas raramente explicados). Ninguém,
porém, conhece as conseqüências a longo prazo causadas pela
injeção de proteínas estranhas no organismo das crianças.
E, o que é ainda mais absurdo, não se faz nenhum esforço
para descobrir.
5. Crescem as suspeitas de que a vacinação
contra doenças da infância, relativamente inofensivas, sejam
responsáveis pelo grande aumento de doenças auto-imunes desde
que as inoculações em massa foram introduzidas. São doenças
graves, como câncer, leucemia, artrite reumática, esclerose múltipla,
esclerose amiotrófica lateral (ALS), lúpus eritomatoso e a síndrome
de Guillain-Barré. A doença auto-imune é uma condição
em que os mecanismos de defesa do organismo não conseguem distinguir
entre invasores estranhos e tecidos normais. Como conseqüência,
o organismo começa a se destruir. Teremos trocado caxumba e sarampo
por esclerose múltipla e lúpus?
Chamo a atenção para
esses aspectos porque é provável que seu pediatra
não alertará sobre eles. A amarga controvérsia
sobre a vacinação que está se travando na
comunidade médica não passou despercebida pelos meios
de comunicação. Um número cada vez maior de
pais estão deixando de vacinar seus filhos e enfrentando
as conseqüências legais. Pais, cujos filhos foram permanentemente
lesados por vacinas, não aceitam mais esse fato como destino
e estão entrando com processos contra os fabricantes das
vacinas e os médicos que as aplicaram. Alguns fabricantes
pararam de fabricá-las e outros estão, a cada ano,
ampliando a lista de contra-indicações ao seu uso.
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Fonte: Revista Just Eat an Apple, nº 16, Primavera
2001 |
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