|
|
As Causas da
violência
Comentário editorial
de Patrícia
Palmer, Presidente da FAUS
Todos os dias, somos confrontados com mais um caso de
violência juvenil. Muitos procuram por respostas, mas procuram nos lugares
errados. Algumas pessoas exigem novas pesquisas sobre as causas da
violência e o Conselho Nacional de Pesquisas recomenda que os fatores
genéticos e biológicos não sejam excluídos desses estudos. Mas antes,
porque não examinarmos as pesquisas que já foram concluídas?
Já foram feitos estudos em escolas e centros de detenção juvenil, tanto na
Inglaterra como nos Estados Unidos. Esses estudos demonstraram que uma
alimentação, que elimina os aditivos e intensifica a nutrição, melhora
significativamente tanto o comportamento quanto o desempenho acadêmico.
O Relatório Kellogg, um ponto de referência desses estudos, concluiu:
“Cerca de 15% dos jovens americanos demonstram óbvios problemas de
comportamento e aprendizado e os métodos atuais de tratamento não estão
fazendo efeito. A nutrição, escolhas de estilo de vida e o estado do nosso
meio ambiente, oferecem soluções para muitas das crises que assolam a
sociedade.”
O Relatório continua, afirmando que “Muitas pessoas que aceitam a relação
entre alimentação e doenças cardíacas ou outros males físicos, têm
dificuldade em acreditar que a nutrição possa ter um efeito direto e
determinante sobre o comportamento humano e disfunções da personalidade”.
O estudo observou que “Freud acreditava que ‘o mental é baseado no
orgânico’, mas poucos psiquiatras consideram a conexão entre tipo de
alimentação e comportamento. Na velha tradição ocidental de resolver tudo
rápida e facilmente, o receituário é a primeira arma do médico, quer o
paciente seja um adulto que sofre de ansiedade ou uma criança hiperativa
com transtorno do déficit de atenção”.
Está na hora de levarmos esses conceitos a sério. Mais pesquisas? Talvez.
Enquanto isso, eliminar aditivos químicos desnecessários e fazer escolhas
alimentares mais sábias, não pode fazer mal, não custa mais e pode causar
uma boa surpresa aos céticos.
|
|